Assédio moral: Assédio dos \”agentes do estado\” ao produtor

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Prezados companheiros, leiam o artigo abaixo e concluam se este não seria mais um caminho de defesa contra o denominado "Assedio Moral na Sociedade", para que o produtor rural não continue sofrendo, ou pelo menos se defendendo melhor, quanto ao esmagamento pessoal a que vem sendo submetido, especificamente quanto às exigencias ambientais (em sua maioria desprovidas de razão)?.

As pressões e/ou punições efetuadas por funcionarios do estado ungidos de autoridade, causam uma serie de problemas ao cidadão comum quando estas autoridades dão à lei a "interpretação" que desejarem, isto em função de legislações mal redigidas, dubias, apartadas da realidade e/ou obsoletas, especificando: O Código Florestal. Para completar o quadro, o custo para acionar a justiça e sua habitual demora (e põnha demora nisto…,) desanima e inviabiliza na prática qualquer vislumbre de defesa ao cidadão contribuinte.

Por José Augusto Baldassari

Assédio moral na Sociedade — Estado X Cidadão
por Osvaldo Marchini Filho

O assédio moral social pode ser conceituado como a exposição dos CIDADÃOS-CONTRIBUINTES a situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada . Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições em que prevalecem atitudes e condutas negativas de fiscais e"autoridades"diversas em relação aos cidadãos, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o cidadão e a sua vida. A vítima é escolhida sem explicações, passando a ser ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante das instituições.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do cidadão de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade erelações afetivas e sociais, ocasionando gravesdanos à saúde física e mental, que podem evoluirpara a incapacidade laborativa ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações entre o estado-seus prepostos e o cidadão.
A humilhação envolve os fenômenos vertical e horizontal. O fenômeno vertical se caracteriza por relações autoritárias, desumanas e aéticas, onde predomina os desmandos, a manipulação domedo. Já o fenômeno horizontal está relacionado à pressão. O medo de punições, multas e criminizações diversas favorece a submissão e fortalecimento da tirania. O enraizamento e disseminação do medo na sociedade,reforça atos individualistas, tolerância aos desmandos e práticas autoritárias que sustentam a cultura dosrepresentantes do estado no geral.
A perseguição sistemática executada pelosfiscalizadores incentivados pelos seus superiores provoca comportamentos agressivos e de indiferença ao sofrimento do cidadão. A universalização destas atitudes provoca, ela mesma, na sociedade e especificamente no cidadão, uma deriva feita deexclusão, de desigualdades e que sustenta, por suavez, um clima repleto de revolta frente asinjustiças com a falta de amparo legal, nãosomente no mundo do trabalho, mas socialmente.
Estratégias do agressor-O ESTADO.• Escolher a vítima e isolar do grupo semcritérios ou justificativas;• Impedir de se expressar e não explicar oporquê; Não aceitam e dificultam as justificativas,tornando-as deliberadamente impraticaveis.• Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar,menosprezar em frente aos pares;• Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo com suas atitudes invadir, inclusive, o espaço familiar; • Desestabilizar emocional e profissionalmente. Avítima gradativamente vai perdendo simultaneamentesua autoconfiança e o interesse pelo trabalhodevido a insegurança que isto provoca.• Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba atuações acentuadas e constantes. A vítimase isola da família e amigos, passando muitasvezes a usar drogas, principalmente o álcool;nestecaso é mais raro,porém ocorre. • Impor ao coletivo sua"autoridade" para aumentara arrecadação e/ou seu prestigio profissional eainda fazendo uso ideológico dalegislação,distorcendo-a ao seu gosto.
A explicitação do assédio moral Gestos, condutas abusivas e constrangedoras, humilhar repetidamente, inferiorizar, amedrontar,menosprezar ou desprezar, difamar, ridicularizar,ser indiferente à presença do (a) outro (a),colocá-los (as) em situações vexatórias,efetuar multas,processos, não explicar a causa daperseguição, causando transtornos propositais egeralmente irrecorriveis.Danos da humilhação à saúdeA humilhação constitui um risco invisível,porém concreto nas relações estado -sociedade ea saude do cidadão, revelando uma das formas maispoderosas de violência sutil nas relações organizacionais,estado-cidadão. Sua reposição se realiza invisivelmente nas práticas perversas e arrogantes das relações autoritárias do estado em relação à sociedade em geral e do cidadão em particular. A humilhação repetitiva eprolongada tornou-se prática costumeira poragentes do estado, onde predomina o menosprezo eindiferença pelo cidadão.
São atitudes como estas que reforçam o medoindividual ao mesmo tempo em que aumenta asubmissão coletiva construída e alicerçada nomedo. Por medo, passam a aceitar ovinamente estas imposições,sem ter,na pratica,àquem recorrer.
Os laços afetivos que permitem a resistência, atroca de informações e comunicações entre colegas, se tornam alvo preferencial de controle, transgride a norma instituída. A violência se concretiza emintimidações e constrangimento do "transgressor"diante de todos, como forma de impor controle emanter a ordem.( ? ).
Em muitas sociedades, ridicularizar ou ironizarconstitui uma forma eficaz de controle, pois ser alvo de ironias é devastador e simultaneamente depressivo. Neste sentido, mostram-se mais eficazes que o próprio castigo. O cidadão humilhado ou constrangido passa a vivenciar depressão, angústia, distúrbios do sono, conflitos internos e sentimentos confusos que reafirmam o sentimento de fracasso e impotencia diante de luta tão desigual:Estado X Cidadão.
As emoções são constitutivas de nossoser,sentem-se revoltados, indignados, desonrados,com raiva, traídos . Sentem-se envergonhados,sobressaindo o sentimento de inutilidade, fracassoe baixa auto-estima. Isolam-se da família, evitamcontar o acontecido aos amigos, passando a vivenciar sentimentos de irritabilidade, vazio, revolta e fracasso.
Passam a conviver com depressão, palpitações, tremores, distúrbios do sono, hipertensão, distúrbios digestivos, dores generalizadas, alteração da libido e pensamentos ou tentativas de suicídios que configuram um cotidiano sofrido. É estesofrimento imposto nas relações estado – cidadãoque revela o adoecer, pois o que adoece as pessoasé viver uma vida que não desejam, não escolheram e não suportam.Enfim,um sentimento de insegurança e injustiça.
Ou seja, o assédio moral na sociedade não é umfato isolado, como vimos,ele se baseia narepetição ao longo do tempo de práticasvexatórias e constrangedoras, explicitando adegradação deliberada das condições de vida. Abatalha para recuperar a dignidade, a identidade, orespeito e a auto-estima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes, Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e de Combate aDiscriminação.
O basta à humilhação depende também dainformação, organização e mobilização doscidadãos. Um ambiente social saudável é uma conquista diáriapossível na medida em que haja vigilânciaconstante objetivando condições de vida dignas,baseadas no respeito ao outro como legítimo outro,no incentivo a criatividade, na cooperação.
O combate de forma eficaz ao assédio moral na sociedade exige a formação de um coletivomultidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais: sindicatos, advogados, médicos e outrosprofissionais de saúde, sociólogos, antropólogose grupos de reflexão sobre o assédio moral. Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente social saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania.

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Fonte: Osvaldo Marchini Filho


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