Meteorologia: Previsão do tempo para todo o Brasil 18/01/2011

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Boletim de Monitoramento Climático para a Agricultura

BRASIL: Semana chuvosa no Sudeste e no Centro-Oeste, enquanto o Sul e o Nordeste atravessam período de pouca chuva.

Na primeira quinzena de janeiro de 2011 vai ficar marcada como um período de fortes chuvas e a tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro, já amplamente noticiado.

Tragédias a parte, que merece uma análise e abordagem muito focada, com relação a agricultura do Brasil se pode avaliar que em geral, o padrão climático observado nas últimas semanas estão dentro de um padrão médio e típico do verão.

As fortes chuvas, além dos graves problemas de Defesa Civil, prejudicam e causam prejuízos ao setor de hortifruti. No entanto, em relação às lavouras de verão (soja, milho, algodão, feijão e arroz), as condições climáticas variam muito de uma região para outra, mas em geral as condições climáticas são favoráveis.

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A condição mais crítica em relação ao clima, continua sendo a seca no sul do Rio Grande do Sul, com vários municípios em estado de emergência, devido a problema nas pastagens, falta de água para a lavoura de arroz e até no abastecimento de água para a população.

Os índices de Água Disponível do Solo (ver figura abaixo – lado direito) refletem o quando de chuvas das últimas semanas, com uma excelente condição de umidade do solo (> 90%) em grande parte do Brasil. Apenas no extremo sul do Rio Grande do Sul e no norte do Nordeste do Brasil é que continuam condições críticas de umidade do solo (<20%).

Previsão de CHUVA para o Brasil: Chuvas continuam em São Paulo, enquanto diminuem no Rio de Janeiro e em Minas Gerais

A segunda quinzena de janeiro deve apresentar uma ligeira mudança no comportamento e distribuição das chuvas, em relação ao observado no início do mês.

A previsão é que as frentes frias passem atuar um pouco mais ao sul, com os episódios de chuvas mais significativos concentrados entre São Paulo e o Paraná, enquanto as chuvas diminuem de intensidade no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, que mesmo não parando de chover totalmente, passam a ter dias com períodos de sol mais duradouros.

A previsão de chuva para as próximas semanas se mostra muito favoráveis ao Paraná e o Mato Grosso do Sul que devem beneficiar principalmente a lavoura de soja que entra na sua fase crítica (floração e enchimento de grão). Inclusive há previsão de chuvas também para Santa Catarina e para o Rio Grande do Sul, cujos episódios de chuvas devem ser mais irregulares e, em função do forte calor dos últimos dias, muitas vezes as chuvas vem acompanhadas de tormentas e tempestades de vento.

Já no Centro-Oeste do Brasil, continua chuvoso em Mato Grosso, enquanto em Goiás as chuvas devem diminuir um pouco, embora não parem totalmente.

Em função de que as frentes frias nas próximas semanas vão atuar mais ao Sul do Brasil, o Nordeste deve enfrentar um período de redução de chuvas, principalmente no sul e oeste da região, que coincide com as principais regiões produtoras de soja. Já na parte norte do Nordeste (incluindo parte do Sertão e do Agreste) devido à atuação de um sistema meteorológico conhecido como Vórtice Ciclônico, deve ser beneficiada com alguns episódios de chuvas isolados, porém ainda não representa a instalação definitiva do período de chuvas dessa região, o que deve ocorrer mais para o decorrer de fevereiro e principalmente em março.

ARGENTINA: Forte calor e falta de chuva agravam a situação das lavouras de soja e milho

A semana passada foi mais uma semana de pouca chuva e forte calor sobre a Argentina, onde na região central as temperaturas da tarde atingiram a casa dos 40°C. Além disso, as chuvas continuam muito irregulares e mal distribuídas. Nessa semana choveu apenas na região de Córdoba e na Província de Buenos Aires. As Províncias de Entre Rios e Santa Fé estão entre as mais castigadas pela falta de chuva.

E a previsão para esta semana não muda muito, devendo ocorrer apenas alguns episódios de chuvas isoladas principalmente no norte da Argentina. Até o final do mês o calor continua intenso, com temperaturas da tarde variando entre 35 e 40ºC, o que em função do aumento da evapotranspiração, contribui para agravar ainda mais a condição das lavouras devido a falta de chuva.

Fonte: Somar Meteorologia


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