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Pesquisa e tecnologia são os fieis da balança

Para Ricardo Arioli, diretor da Aprosoja/MT, o grande responsável pela arrancada e consolidação da soja, em Mato Grosso, foram os investimentos em pesquisa e tecnologia, com a chegada de novas instituições e a descoberta de variedades adaptadas a climas tropicais e às condições do cerrado mato-grossense.

Um dos avanços apontados é a soja inox, resultado de sete anos de trabalho de pesquisa da Fundação Mato Grosso e da Tropical Melhoramento Genético, que chegou ao mercado para revolucionar o conceito em tecnologia no momento em que os agricultores se deparavam com o seu maior terror: a ferrugem asiática da soja. Além desta descoberta, a entidade desenvolveu outras tecnologias que contribuíram para o crescimento da sojicultura do Estado, transformando-o no maior produtor de soja do Brasil a partir de 2005.

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“Acho que avançamos demais na última década, agora chegou a hora de melhorar a nossa logística para chegarmos com produtos mais competitivos em outros mercados”, frisou Arioli.

Na opinião do diretor administrativo da Aprosoja/MT, Carlos Fávaro, a biotecnologia vai trazer grandes avanços para os produtores. ”Mas é nosso dever, como instituição, também incentivar a pesquisa de novas variedades convencionais, possibilitando com isso, garantir a manutenção de mercados que exigem esse tipo de soja, trazendo assim mais uma oportunidade de ganho para o produtor”, salienta.

Segundo ele, a preocupação com pragas e doenças é uma constante. “Mal conseguimos dominar a ferrugem asiática, temos agora a soja louca, doença com causas ainda desconhecidas. Nesse sentido temos de apoiar fortemente a pesquisa e nos manter sempre alertas para qualquer anomalia”.

O agronômo Agmar Lima diz que a pesquisa tem feito importantes descobertas no sentido de tornar as plantas mais resistentes e produtivas. “Atualmente as empresas estão trabalhando basicamente com semente transgênica, que tem a tecnologia dominada pela Monsanto, grupo que comete abusos no mercado. Em plantas de polinização aberta como a canola e o milho, sabe-se nos Estados Unidos que a empresa cobra royalties de produtores, que tiveram suas lavouras contaminadas pelas lavouras vizinhas”.

Hoje em dia, segundo ele, as empresas já trazem na semente o controle de pragas, a facilidade de controlar plantas daninhas. “Em futuro breve, as sementes trarão também nutrientes, por exemplo, como se fosse um amendoim japonês, e as lavouras nem precisarão ser adubadas da forma como imaginamos. É claro que isso é imaginação minha. Mas, quem sabe no futuro isso venha a acontecer…”. (MM)

fonte:Diário de Cuiabá

Lucas Motta

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Lucas Motta
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