Técnica permite maior rapidez e economia no uso de fertilizantes, agrotóxicos e disseminação de sementes nas lavouras.
A rapidez e precisão na aplicação de inseticidas, herbicidas, fungicidas e fertilizantes nas lavouras são os principais motivos que levam os produtores a contratarem o serviço de aviação agrícola. Esse sistema também pode ser usado na disseminação de sementes, povoamento de rios e combate a incêndios em campos e florestas.
Há 12 anos, o produtor da fazenda Ibiaçu, em Cachoeira do Sul (RS), Ricardo Assis Brasil, utiliza o recurso, principalmente, no plantio de arroz. Na safra 2009/2010, aplicou produtos em 408 hectares da cultura. “Como não há compactação do solo, amassamento das plantas e conseguimos combater as pragas de forma instantânea, alcançamos uma produção superior em torno de 20%, se compararmos à aplicação terrestre“, enfatiza.
Ricardo Brasil também pratica, há cinco anos, o plantio de pastagem por meio da aviação agrícola. “No outono, usamos as áreas ocupadas pelo arroz durante o verão e que permaneceram úmidas. Com o avião, conseguimos adiantar inserção da pecuária, o que viabiliza a engorda dos 1,9 mil bovinos da propriedade com eficiência”, informa. Enquanto numa pastagem nativa os animais ganhavam 400 gramas por dia, no campo de azevém e aveia, o ganho diário chega a 1,8 quilo.
Na família Strobel, a aviação agrícola presente há 25 anos é utilizada em 40% das lavouras de milho, trigo e soja localizadas na fazenda Agropecuária Capané (RS). “Por não utilizarmos tratores, evitamos perda de 5% por hectare de soja e temos agilidade no processo. Pulverizamos a cultura em quatro dias, o que demoraria 13 dias na aplicação terrestre“, afirma o engenheiro agrônomo da fazenda, Udo Strobel.
Nos dois mil hectares de soja plantados na propriedade, 10% são destinados ao mercado interno (Rio Grande do Sul) e 90% para exportações. Do total, 70% dos embarques vão para a China. Na propriedade, a colheita começa às 10h e segue até as 21h. Após essa etapa, os grãos passam pelo processo de peneiramento e pelo secador para atingir a umidade certa ao mercado externo, que é de 14% para a soja, e 13% para o trigo.
Cursos
Capacete, cinto de segurança e vestuário de proteção são itens indispensáveis para que o piloto agrícola possa voar com segurança. Mas, para fazer o curso, é necessário ter registrado na Caderneta Individual de Voo (CIV) 370 horas como piloto comercial. Na Aero Agrícola Santos Dumont, em Cachoeira do Sul (RS), 509 pilotos.
Fonte: Noticias RS
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