Cólera causará prejuízos à agricultura do Haiti, alerta FAO

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A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) teme que a cólera provoque perdas à agricultura do Haiti e afete boa parte da colheita de arroz, advertiu a entidade nesta quarta-feira (29/12), em um comunicado divulgado em Roma.

"Uma parte importante da colheita de arroz no noroeste do Haiti poderia se perder devido ao temor dos camponeses de contágio de cólera", informou a FAO.

Diante dessa preocupação, a entidade da ONU e o ministério haitiano de Saúde e Agricultura lançaram uma campanha para promover a colheita de arroz em condições higiênicas destinadas aos agricultores resistentes a colher o grão nas atuais condições do país, que ainda sofre com a destruição causada pelo terremoto de janeiro deste ano. Com a epidemia de cólera, a situação se agravou.

"Muitos camponeses estão evitando colher, temendo que a água nos rios e canais que regra seus arrozais e outros terrenos possa estar infectada", segundo a FAO.

"Também há consumidores que se negam a adquirir produtos procedentes de regiões afetadas diretamente pelo surto de cólera, o que provocará um impacto ainda maior no comércio agrícola na região", completou o documento.

A FAO decidiu trabalhar em colaboração com as autoridades haitianas e os organismos da ONU que se ocupam da saúde e do saneamento para dar aos camponeses "a informação correta sobre as medidas que devem tomar para trabalhar nos campos".

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Reconstrução

Para Etienne Peterschmitt, coordenadora da campanha da FAO para a emergência e a reabilitação no Haiti, "é muito importante que as medidas para combater a transmissão da doença estejam orientadas de forma específica às comunidades agrícolas e, de forma especial, aos trabalhadores agrícolas".

A entidade sugere que a campanha se faça de pessoa a pessoa, com formação prática e divulgação.

"Sem uma resposta oportuna ao dano provocado à agricultura do Haiti pelas inundações e o cólera, a segurança alimentar pode desabar, agravando as consequências do terremoto de janeiro passado entre a população rural pobre", advertiu a agência especializada das Nações Unidas.

Os efeitos da epidemia de cólera aumentaram devido às inundações de novembro, provocadas pelo furacão Tomas, que danificou as infraestruturas agrícolas, afetando 78 mil hectares e cultivos e intensificando a propagação da doença, com o resultado de uma crise sanitária que afeta mais de 50.000 famílias rurais, segundo a FAO.

Fonte: Opera Mundi


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