Seguro de pomares, defensivos químicos e consumo de frutas
Brasília, 8 de dezembro de 2010 – O presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Carlos Prado, defendeu a extensão da política de seguro rural para toda a cadeia produtiva de frutas, além da ampliação do orçamento para subvenção do seguro. Os assuntos foram debatidos em reunião, nesta quarta-feira, 8 de dezembro, na sede da CNA, em Brasília.
Dados apresentados durante reunião mostram que o governo gastou, até agora, R$ 172 milhões com a subvenção do seguro rural em 2010, sendo que, desse total, R$ 42 milhões foram destinados para o seguro de alguns pomares.
Não são todas as frutas que estão incluídas na política de seguro rural porque muitas delas não têm o seu modelo de seguro aprovado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pelas resseguradoras. No orçamento do ministério estão previstos R$ 200 milhões para a subvenção dos prêmios do seguro rural para o ano que vem. A demanda total prevista para 2011 é de R$ 660 milhões.
Para que a demanda seja atendida, uma emenda parlamentar que será apresentada no Senado pode acrescentar R$ 460 milhões ao montante inicial. Números apresentados na reunião mostram que o gasto com a subvenção do seguro rural foi de R$ 1 milhão em 2005, valor gasto com todas culturas. No ano passado, o valor da subvenção foi de R$ 270 milhões.
Além da questão do seguro, foi discutido na reunião o andamento dos assuntos em torno de uma campanha para promoção do consumo de frutas, legumes e vegetais. Outro tema abordado foi a regularização dos defensivos químicos. A proposta da Comissão de Fruticultura da CNA é que seja liberada a aplicação de defensivos em culturas similares, como é o caso das frutas que têm casca não comestível.
Os integrantes aprovaram um pedido que será encaminhado ao Congresso Nacional para que seja realizada uma audiência pública para uso emergencial de defensivos modernos desde que eles já estejam sendo usados nos países que importam as frutas do Brasil. "Se eles já autorizam a importação de frutas com esses defensivos modernos, não há problemas no uso desses mesmos defensivos por aqui”, declarou Carlos Prado.
fonte:Notícias CNA
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