Pecuaristas enfrentam imposições do mercado internacional
"Para se manter como um dos maiores países exportadores de carne é obrigação da pecuária brasileira produzir com sustentabilidade e segurança alimentar". A afirmação é de Nelson Pineda, engenheiro químico e pecuarista nos Estados de São Paulo e Bahia. Segundo ele, ainda há a questão das imposições por parte dos interesses econômicos e sociais da União Européia (UE), que constituem uma barreira não tarifária criada pelos concorrentes do Brasil no mercado mundial de proteína animal. O que também tem que ser levado em consideração pelos produtores de carne no país.
O pecuarista, que também é membro da Câmara Setorial das Carnes do Estado da Bahia, explica que o setor da carne enfrenta uma nova dicotomia no país. Tanto é que se por um lado o mercado de alto valor agregado da UE quer nos impor os padrões de produção que atendam suas exigências, mas que diminuem nossa competitividade. Por outro, temos que nos preparar também para criar padrões técnicos e sanitários para diferentes mercados, sem engessar o aumento da nossa eficiência produtiva. E, ainda, levar em consideração a campanha negativa feitas por alguns pesquisadores, que se avaliada de forma errada pode prejudicar a produção nacional de carne.
O engenheiro químico comentou ainda que recentemente uma pesquisadora alemã afirmou em entrevista que controlar o uso de antibióticos em pessoas não é suficiente para conter superbactérias, defendendo a redução do uso dessas drogas em animais como fator de prevenção. "Este tipo de informação irresponsável pode provocar reações negativas nos consumidores. Faltou ela dizer que na União Européia (UE) o Comitê Científico fundado em 1999 para estudar o impacto do uso de antibióticos na produção animal concluiu que não há evidências científicas de que seu uso cause aumento da resistência antibiótica em seres humanos".
Segundo ele, está comprovado que em bovinos o uso dos antimicrobianos melhoradores de performance favorece o desempenho e começa a se revelar como uma ferramenta fantástica em sistemas de confinamento e de suplementação estratégica a pasto em época de seca, via sal mineral e proteinados. As análises feitas com as moléculas aprovadas mostram que praticamente não são absorvíveis e detectáveis, portanto sem resíduos na carne, garantindo segurança aos consumidores.
Fonte: Gazeta Digital

