Africanos querem levar curso de derivados do leite

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Africanos querem levar curso de derivados do leite para seus países

O terceiro dia dos técnicos africanos no interior de Goiás começou com a visita ao assentamento Che Guevara, em Itaberaí, onde acompanharam dois treinamentos, em fruticultura e  produção caseira de alimentos a base de leite. Diante de uma mesa repleta de produtos preparados com leite, os africanos ficaram surpresos com tudo que pode ser feito usando pouco leite e informações corretas.

Louis Kabuya, do Congo, disse que a teve a melhor impressão possível  e que ficou surpreso como o curso favorece o trabalho entre familiares. Ele falou que poderia levar o treinamento para o País dele e para o bairro onde ele vive que faria o maior sucesso. "Bastava adquirir um balcão frigorífico para vender a produção na redondeza. Com uma boa apresentação dos produtos, não seria necessário embalagens sofisticadas, devido a variedade atenderia a todos os gostos, a ponto dos produtos ficarem conhecidos rapidamente. Eu poderia até deixar meu emprego para viver de vender esses produtos e teria o suficiente para sustentar minha família", justificou.

Fruticultura

No período da manhã, na visita à fazenda de maracujá, os técnicos aprenderam como é feito o plantio da muda, a forma como ela é adubada, quais as dimensões do buraco onde ela deve ser plantada e vários ciclos da planta, da fase jovem até a  produtiva. Todos os detalhes técnicos do cultivo foram repassados pelo instrutor do SENAR. Foi grande o interesse sobre o assunto, porque a fruticultura é uma das atividades mais tradicionais dos países africanos representados pelos técnicos que estão em  Goiás. A propriedade visitada possui três hectares plantados com maracujá e já chegou a produzir em um hectare cerca de 45 toneladas da fruta ao ano. O  assentamento tem 117 famílias, que vivem lá há 14 anos. O produtor Marcio Felix das Chagas e a família plantam maracujá há 12 anos.

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Leite

Na tarde desta quarta-feira,  o grupo pôde desgustar os doces, iogurtes, patês, requeijão e outros alimentos produzidos a partir do leite. Esse foi resultado do curso ministrado em outra fazenda de  Itaberaí, onde 12 alunos fizeram o treinamento de produção caseira de alimentos/leite, durante três dias. No total foram produzidos 16 itens. O técnico africano de Guiné Bissau Evandro Rui disse que ficou encantado com o resultado e contou que não sabia da possibilidade de fazer tantos tipos de queijo a partir do leite. "Quero levar as receitas para meu país", afirmou.

Peter Dekantse de Botswana, observou que o fato do curso ser ministrado em uma propriedade rural faz com que os participantes fiquem mais à vontade. A empolgação com os resultados vistos foi tamanha, que o africano disse que falou com a irmã dele que está em Botswana para tentar "vender" a idéia do treinamento em uma fazenda naquele País. "Achei o treinamento fantástico e o melhor é que os alunos não precisam sair do seu meio para aprender e nem deixar o trabalho de lado. Além disso, esse curso serve como agluntinador pois unifica o pessoal de uma mesma comunidade", enfatizou.

Louis Kabuya, do Congo, disse que a teve a melhor impressão possível  e que ficou surpreso como o curso favorece o trabalho entre familiares. Ele falou que poderia levar o treinamento para o País dele e para o bairro onde ele vive que faria o maior sucesso. "Bastava adquirir um balcão frigorífico para vender a produção na redondeza. Com uma boa apresentação dos produtos, não seria necessário embalagens sofisticadas, devido a variedade atenderia a todos os gostos, a ponto dos produtos ficarem conhecidos rapidamente. Eu poderia até deixar meu emprego para viver de vender esses produtos e teria o suficiente para sustentar minha família", justificou.

Nesta quinta-feira, a delegação serguirá para a cidade de Itapirapuã para visitar uma propriedade onde está sendo desenvolvido  um treinamento do SENAR em ovinocultura de corte.

fonte: Karine Rodrigues


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