Vacina contra aftosa precisa ser de qualidade

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Produtor precisa se atentar aos prazos da segunda etapa da campanha e também a qualidade da vacina

Na próxima terça-feira (30) encerra-se a segunda etapa da campanha da vacinação contra a febre-aftosa na maioria dos estados brasileiros. A campanha iniciou em 01 de novembro e o produtor que não vacinar seu rebanho corre risco de multa de R$ 91,05 por cabeça, segundo o Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis).
É preciso estar atento não somente aos prazos de vacinação, mas também para a qualidade da vacina aplicada e do manejo de vacinação. Um dos temas mais discutidos recentemente é quanto às margens de reatividade (não induzir falso-positivo em testes sorológicos), que devem ser levadas em consideração, já que quanto menor a reatividade no rebanho é sinal de que não há circulação viral.
Só que as vacinas nacionais de febre aftosa eram compostas de proteínas estruturais e não estruturais desde a origem. Os resíduos das proteínas não estruturais, ao serem aplicadas no animal através da vacinação, aumentam os índices de reatividade. Assim, quando realizado teste sorológico, aquele animal ou rebanho poderiam apresentar como falsamente positivos.
Para que este problema não continuasse, o Ministério da Agricultura publicou a Instrução Normativa (IN) nº. 50 que está em vigor desde novembro de 2008, a qual determina que a produção massiva de vacinas contra aftosa no Brasil sejam livre de proteínas não estruturais, isto é, quando aplicadas apresente nível zero de reatividade para proteínas não estruturais (PNE).
Segundo o médico veterinário e gerente de serviços técnicos da Biogénesis-Bagó, Reuel Luiz Gonçalves, é preciso prezar pela margem de reatividade zero. “As vacinas latino americanas contra febre aftosa são consideradas as melhores e mais eficazes do mundo. Entretanto, as margens de reatividade dessas vacinas no Brasil eram em torno de 2% até 2008, e isso poderia gerar resultados falso-positivos, que acabavam deixando dúvidas quanto ao controle da doença.”
Em termos de mercado externo, a utilização de vacinas livres de PNE é mais um argumento contra países que se negam a importar carne brasileira por que o rebanho é vacinado.
O profissional destaca que devido a esta normativa, as indústrias já estavam se adequado a ela. “Se não estavam adequadas, estavam muito próximas disso. Hoje o cenário é diferente. Posso afirmar pela Biogénesis-Bagó, que produz a Aftogen Óleo com esta tecnologia inovadora desde 2003, garante uma vacina sem as proteínas não estruturais (PNE).”
A Biogénesis-Bagó, líder nesse seguimento na Argentina e na América Latina teve sua licença aprovada pelo MAPA em junho de 2008, e comercializa a Aftogen Óleo no Brasil desde a campanha de novembro do ano passado, com o auto índice de aceitação pelos produtores rurais. Este beneficio exigiu investimentos por parte da Biogénesis-Bagó, mas não houve repasse de preço ao produtor.


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