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Trigo: Nova semana de preços estáveis no mercado interno

Assim como na semana passada, a estabilidade predominou no que se refere às cotações do trigo no mercado interno, tanto no mercado de Balcão, nas compras diretas com o produtor, como no mercado de Lotes, comercializados em volumes maiores pelas cooperativas. Somente o Paraná foi destoante com leve alta de 2% nas cotações do Trigo no Balcão que encerrou a semana cotado a R$26,19/sc , enquanto que nos lotes o preço médio permaneceu estável em R$ 480,00/ton sustentado pelas valorizações registradas em Chicago e também nas Bolsas argentinas. Já no Rio Grande do Sul praticamente não houve alterações no panorama de preços, isso porque no Balcão o trigo acumulou alta semanal de 0,5% e encerrou a semana cotado a R$ 22,10/sc, enquanto que no mercado de lotes, os preços permaneceram inalterados em R$ 420,00/ton e sem perspectiva de modificação à medida que a colheita vai se intensificando. No que se refere ao andamento da safra, no Rio Grande do Sul já foram colhidos 41% das lavouras do estado, enquanto que no Paraná, a operação já se encaminha para os 10% restantes, que dizem respeito ao trigo ainda a campo na região de Ponta Grossa e também na região de Cascavel, que é onde se colhe mais tardiamente no estado. Em linhas gerais, não há perspectiva de alteração deste cenário pelas próximas semanas, isso porque a demanda pelo trigo nacional ainda está caminhando a passos lentos e porque há opções mais vantajosas de compra no Paraguai e Uruguai. O fato é que mesmo os produtores vendo o trigo se valorizar no mercado internacional, com alta de 9,5% em outubro registrada para o vencimento de dezembro em Chicago e com a primeira semana de novembro também fechando de forma positiva, o cenário não se altera no mercado interno, isso porque temos na contramão destes ganhos a valorização do real, que torna o grão importado mais atrativo, mesmo que o preço FOB nos países vizinhos esteja acompanhando a paridade de exportação. A solução mais sólida para o produto nacional seria um aquecimento na demanda dos moinhos e a preferência pela negociação interna, sendo que a primeira parte está até se consolidando, com os moinhos voltando a intensificar a venda de farinhas. Porém, no que se refere a dar preferência para o trigo paranaense ou gaúcho, a questão torna-se um pouco mais complexa a menos que os produtores cedam à pressão e reduzam os preços, uma vez que o cambio voltou a ficar abaixo de 1,70 esta semana após nova medida econômica dos americanos para desvalorizar sua moeda.

Fonte: AF News

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Luiz Carlos

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Tags: ribeirinho

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