Falta de chuvas atrasa plantio das lavouras de soja
Brasília ( 27/10/2010) – A falta de chuvas em boa quantidade nas principais regiões produtoras de soja, no primeiro mês do calendário agrícola da safra 2010/2011, continua preocupando os produtores rurais. A semeadura das lavouras está atrasada em muitas regiões e em outras o ritmo do plantio é lento, reflexo do prolongado período de estiagem. Segundo avaliação do boletim Custos e Preços, divulgado hoje pela Superintendência Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apesar das chuvas ocorridas em outubro, o volume ainda foi insuficiente para que o solo apresente a umidade adequada para o desenvolvimento da semente.
Os dados do boletim mostram, também, que a estiagem interrompeu a tendência verificada desde junho de queda nos preços do leite. Nas regiões pesquisadas, o preço pago ao produtor pelo leite subiu 1,6% em relação ao mês anterior. Em Minas Gerais, principal bacia leiteira do País, o preço subiu 1,8%. O clima seco e a falta de chuvas diminuem a qualidade da pastagem, prejudicando a produção das vacas. Além disso, o aumento do preço da ração em função do aumento dos preços do milho e da soja também influencia no ritmo de produção de leite.
Além do clima no Brasil, o fôlego para as cotações da soja no mercado internacional veio da perspectiva de redução de 2% na produção de soja nos Estados Unidos na safra 2010/2011, segundo dados do USDA. Os principais fatores que influenciaram essa diminuição nos estoques foi o aumento da estimativa de consumo e das exportações norte-americanas. No mercado interno, os preços da soja subiram 1,64% na terceira semana de outubro, em relação à semana anterior. Em Sorriso (MT), os preços subiram 2,3%, maior alta no período analisado. Em Londrina (PR), a valorização foi de 1,78% e em Rio Verde (GO), 1,16%.
Na avaliação da CNA, não há perspectiva de equilíbrio no quadro de oferta e demanda de boi gordo no curto prazo. “A situação dos frigoríficos está cada vez mais difícil e a previsão de melhora só será possível a partir da segunda rodada de confinamento e com a entrada de gado a pasto no final do ano”, diz o presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da entidade, Antenor Nogueira. Na maioria das regiões pesquisadas, os preços do boi gordo aumentaram, em média, 2,9% em relação à semana anterior. Em São Paulo e no Paraná, o preço da arroba subiu 5%, maior alta do período.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social
