Semente certificada vence a \”pirata\” e safra vai crescer 10%

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Com a previsão de produzir mais de 70% de sementes certificadas em 2011, ante os 64% deste ano, o Brasil espera reduzir, a índices ínfimos, o uso de sementes piratas. Com isso, não só vai aumentar a produção, mas também diminuir os riscos e custos, e obter tecnologia para sementes melhores. Segundo dados da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), o País inteiro planta mais de 40 milhões de hectares para a produção de sementes de todas as culturas, sendo que a semente de soja é responsável pelo uso de 22 milhões de hectares, e o milho, 13 milhões. Deste montante, 64% eram sementes legais.

Para o presidente da Abrasem, Narciso Berison Neto, com a expectativa de que em 2011 sejam produzidos mais de 70% de sementes legais, a agricultura verá um aumento na produção de no mínimo 10%, isso se considerar que as áreas não aumentaram. ´Com certeza nós teremos uma produção maior no Brasil em 2011, por conta dessas sementes certificadas. Nós queremos realmente que a agricultura brasileira seja responsável e competitiva´, comentou ele. Neto comentou que muitas vezes o agricultor compra ou guarda as tais sementes piratas para baratear o custo da produção.

Entretanto, as sementes são responsáveis por apenas 5% dos custos para o plantio. ´A semente é o principal insumo de uma lavoura, é possível plantar sem adubo, sem defensivos, e até sem terra, mas sem sementes não é possível. Então, sendo a semente o insumo mais importante não é possível que o agricultor que paga tão pouco por isso, arrisque a sua produtividade, e lucratividade, pois isso colocará todo o sistema em risco´, disse Neto.

Um exemplo citado pela a associação foi o dos Estados Unidos, que produz atualmente 50 sacas de soja por hectare, e pretende chegar a 2030 com a produção de 100 sacas. O mesmo acontece com o milho produzido pelos americanos, que hoje é de 200 sacas por hectare, com a previsão de dobrar esse montante. Neto frisou que para produzir mais é preciso tecnologia, e com a venda de sementes certificadas mais estudos podem ser realizados tanto para melhorar a qualidade da semente, quanto para aumentar a produção. ´No momento que o agricultor compra a semente legal ele está pagando royalties pela tecnologia empregada, e isso faz com que o sistema de pesquisa seja irrigado´.

O diretor da Aprosoja MT, Carlos Favaro, ainda comentou que os maiores produtores de sementes são as regiões do centro-oeste, principalmente com o Mato Grosso, e sul, com Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. ´Todos são grandes produtores, mas é preciso ficar atento com a pirataria de sementes, que podem derrubar uma plantação. ´ContrasteEm 2005, a produção de sementes no RS, beirava ao caos, visto que menos de 3% dos produtores plantavam sementes certificadas.

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Atualmente o estado produz 35% de sementes legais, com a previsão de chegar a 2015 com mais de 60%. Atualmente o estado produz 42 sacas de soja por hectare, e 70 sacas de milho, que ficam abaixo das médias brasileiras. ´O RS, sofreu bastante em 2005 com a chegada de sementes transgênicas da Argentina, pois além de ilegal, a qualidade era contestável. Hoje estamos melhores, e com as sementes certificadas, o produtor verá com é vantajoso plantar´, disse neto.

Já no Mato Grosso a realidade é outra. Segundo Favaro, quase 100% dos produtores do estado, usam sementes certificadas. A prova disso está nos resultados. ´Hoje produzimos em média 50 sacas de soja por hectare, que é a mesma média dos EUA, isso tudo por conta das sementes legais. Por isso, ganhamos destaque tanto na produção da safra de soja quanto na safrinha de milho. ´Com a previsão de produzir mais de 70% de sementes certificadas em 2011, o Brasil espera reduzir a índices ínfimos o uso de sementes piratas. Com isso, a safra deve ser maior.

fonte: CIB – Conselho de Informações sobre Biotecnologia


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