Preços elevam aposta no milho safrinha

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A reação dos preços do milho, que saltaram de R$ 13 a saca na metade do ano para mais de R$ 20 no Paraná, chegou tarde para estimular o plantio de verão, mas amplia as apostas para a safrinha de 2011. Planejando aumentar a área destinada ao cereal no inverno, agricultores estão antecipando o plantio da soja, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo, que percorreu o estado na última semana.  Nos últimos quatro anos, o Paraná encerrou o mês de outubro com cerca de um quarto da oleaginosa implementada, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Neste ano, mais da metade da safra estará no campo até o final do mês.  Boa parte das atividades foi concentrada na semana passa da, quando a umidade permitiu o rápido avanço das máquinas. “Os produtores estavam esperando a chuva com o motor do trator ligado. Praticamente toda a soja foi plantada em 20 dias na região”, relata o técnico da cooperativa C.Vale, com sede em Palotina, no Oeste do estado. Uma das primeiras a iniciar o plantio de verão no Paraná, a região tem apenas cerca de 10% da área por semear e, se o clima permitir, deve encerrar os trabalhos nos próximos dias.  A antecipação do plantio revela uma aposta crescente na segunda safra. De acordo com técnicos e analistas consultados pela Expedição, a área que o milho perdeu neste verão no Paraná pode ser recuperada no inverno de 2011. Animados com a reação dos preços e com o aquecimento do consumo mundial, agricultores afirmam que pretendem ampliar o plantio da safrinha.  Com a semeadura do milho de verão ainda atrasada, eles aproveitaram a umidade para antecipar o plantio da soja. Nos Campos Gerais, região que normalmente é a última a largar às plantadeiras no Paraná, aproximadamente um quarto da oleaginosa já está no campo, índice muito superior à média histórica. Em alguns casos, as máquinas foram largadas antes mesmo do período ideal de plantio recomendado pelo zoneamento.  A pressa se justifica. Com o plan­­tio da soja muito atrás da normalidade em Mato Grosso, produtores vislumbram preços ainda melhores para o milho no próximo ano, relata o técnico da Coamo, de Campo Mourão (Centro-Oeste), Nei Cesconetto. Se os trabalhos não deslancharem logo, os mato-grossenses podem ter que reduzir a sua área de safrinha. Se isso acontecer, po­­de haver aperto na oferta e o Paraná p oderá ocupar o espaço deixado por Mato Grosso no mercado.

fonte:gazeta do povo


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