Plantio de soja em mt permanece atrasado
Plantio de soja em MT permanece atrasado – Vaivém das Commodities
Os produtores de soja de Mato Grosso, o principal Estado produtor do país, semearam apenas 16,4% da área que será destinada ao produto neste ano.
Esse percentual é bem inferior ao de igual período do ano passado, quando as máquinas já haviam plantado 37% da área total do Estado.
O atraso se deve à ausência de chuva na região. "O pior é que o problema ainda não foi resolvido", diz Marcelo Duarte Monteiro, diretor-executivo da Aprosoja.
O atraso, se for muito prolongado, afetará o plantio da safrinha de algodão e de milho no início do próximo ano.
O setor espera, segundo Otávio Celidônio, do Imea, atingir um plantio de 30% a 40% até o final deste mês.
Se conseguir, e com uso de variedades de sementes precoces -cultivo de 90 dias-, ainda haverá tempo para a safrinha, diz ele.
Monteiro destaca outros problemas que poderão vir do atraso. Um deles é que a concentração no plantio trará um volume muito grande da produção ao mesmo tempo, elevando custos de fretes. O Estado deverá produzir 18 milhões de toneladas.
Essa indefinição de plantio torna também "a safrinha uma incógnita", diz ele. Muitos produtores já estão deixando de plantar soja e indo direto para o algodão.
Monteiro crê que a transferência ocorra em uma área de 100 mil a 200 mil hectares.
Apesar do atraso, ele acredita que não haverá quebra de produtividade. Poderá até haver compensações, uma vez que o clima não é favorável ao desenvolvimento da ferrugem asiática.
Celidônio diz que preocupa, ainda, a estimativa de excesso de chuvas em fevereiro do próximo ano, exatamente durante a colheita.
Enquanto o plantio atrasa em Mato Grosso, avança no Paraná, Estado que já semeou 35% no norte e no noroeste. Na média do Estado, o plantio está em 25% da área, dentro da média, diz José Pitoli, da Coopermibra.
Câmbio aqui O dólar fraco e a compra de insumos quando a soja estava a US$ 9 por bushel (27,2 quilos) permitiu aos produtores brasileiros gastar menos com custos, mas vão obter menor receita nas vendas externas.
Câmbio lá Já os argentinos reclamam que a alta do dólar por lá elevou os custos de 15% a 20%. Mas vão receber mais pesos nas exportações devido à valorização da moeda norte-americana.
Todos juntos Brasil, Estados Unidos e Argentina, concorrentes no mercado externo, esqueceram as diferenças e sentaram-se à mesa em Paris para avaliar problemas conjuntos na avicultura.
Todos têm Francisco Turra, da Ubabef, diz que são muitos os problemas conjuntos, mas que cada país tem os seus. Os EUA têm como parceiros a incerta Rússia. Os argentinos temem uma desvalorização do dólar, enquanto os brasileiros já sofrem os efeitos da enfraquecida moeda dos EUA por aqui.
Ainda em alta Os melhores negócios com a arroba do boi gordo chegaram a R$ 103 ontem no noroeste do Estado de São Paulo, diz a AgraFNP. A pesquisa da Folha já aponta R$ 102 em várias regiões.
Pulverizadores A John Deere deverá investir R$ 60 milhões na ampliação da fábrica de Catalão (GO), onde iniciará a produção de pulverizadores.
fonte: FOLHA DE S. PAULO – SP

