Cultivado em mais de 100 países, o arroz – cujo nome científico é Oryza Sativa – é o alimento mais importante do mundo, sendo consumido regularmente por mais de 3 bilhões de pessoas e principal fonte de proteína – carboidratos – para bilhões em todo o planeta. Porém, o sistema de produção baseado na transgenia, nos últimos anos, vem intrigando o mundo, que se pergunta se o futuro da biodiversidade do arroz e dos produtores e consumidores, será protegido.
Relatório produzido pelo Greenpeace Internacional destaca os problemas do atual modelo de produção do arroz e traz soluções usadas por produtores ao redor do mundo. O relatório apresenta uma análise desses métodos sustentáveis de produção, que combinam sistemas tradicionais e tecnologias de última geração.
Um dos autores do relatório, Emerlito Borromeo, também analisa a engenharia genética, freqüentemente apresentada como solução aos problemas agrícolas.
O relatório mostra que o arroz transgênico e os riscos que ele representa são desnecessários. Há estimativas de que existam mais de 140 mil variedades de arroz desenvolvidas ao longo de toda a história agrícola. “Muitas dessas variedades foram desenvolvidas por razões específicas – arroz para ser cultivado em certos climas ou tipos de solos, arroz que pode ser cultivado em áreas mais alagadas e arroz que pode resistir à seca. Essa diversidade de tipos e variedades representa o futuro para a produção do arroz e para aqueles que dela dependem”, avalia Borromeo.
Segundo ele, a engenharia genética é uma tentativa das grandes indústrias de biotecnologia de tirar das mãos do povo todo o conhecimento acumulado sobre o arroz e substituí-lo por uma tecnologia que não funciona.
“Quando a Monsanto, Bayer, Syngenta ou Dow promovem o arroz transgênico, o que elas estão realmente promovendo são suas próprias patentes, que fazem com que os agricultores tenham que comprar suas sementes ano após ano. Elas também estão promovendo seus próprios agroquímicos, que devem ser usados no arroz patenteado. É preciso que os governos invistam no futuro de seus sistemas agrícolas e de produção de alimentos, e que a indústria do arroz reconheça que sua viabilidade no longo prazo está baseada em sistemas de produção que funcionem e que sejam aceitos por seus clientes”.
fonte: Diário de Cuiabá
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