Aquapescabrasil vai impulsionar pesca e aquicultura brasileira

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Aquapescabrasil discute futuro da pesca e aquicultura

Itajaí é palco do maior evento do setor na América do Sul

 

O Brasil possui características privilegiadas para a aquicultura e pesca. Estima-se que a costa litorânea de 8.500 km de extensão e os quatro milhões de quilômetros quadrados de zona econômica exclusiva representem um potencial para produzir 20 milhões de toneladas de pescado por ano, o que significaria um mercado de R$40 bilhões.

No entanto, a produção brasileira atual é de apenas um milhão de toneladas por ano. Para melhorar esse desempenho, o Governo Federal criou, em junho do ano passado, o Ministério da Pesca. O objetivo é fazer com que a captura e a criação de peixes se fortaleça e se torne competitiva com a carne bovina e de frango. O brasileiro consome uma média de 9 kg de peixe por ano, enquanto a recomendação da Organização Mundial de Saúde é de 11kg por pessoa/ano. Em países desenvolvidos, como o Japão, esse número pode chegar a 70 kg/ano/habitante.

Para consolidar 2010 como o ano do ensino da pesca e aquicultura, será realizada em Itajaí, nos dias 18, 19 e 20 de novembro, a Aquapescabrasil, uma feira que promete ser o maior evento do setor no Brasil e um dos maiores da América Latina.

A estrutura de 3 mil m2 do Centreventos de Itajaí servirá de palco para 80 empresas exporem o que há de mais moderno na área. São fornecedores, transportadores, universidades, terminais de estocagem, bancos, prestadores de serviços, governos e cooperativas. “A expectativa é atrair dez mil visitantes”, afirma Ivan Gogolevsky, diretor comercial da feira.

 

Programação

Três auditórios atenderão aos participantes do Simpósio Internacional de Pesca e Aquicultura, com palestrantes do Brasil, China, Noruega, Chile, Peru, Espanha, México, Estados Unidos e Reino Unido. Interessados poderão fazer sua inscrição pelo site http://www.aquapescabrasil.com.br/aquapesca/ a partir do dia 15 de outubro.

Na programação de palestras está prevista, também, a apresentação dos melhores trabalhos técnico-científicos inscritos no concurso da feira e aprovados pela banca de jurados. Será escolhido um vencedor em cada uma das cinco categorias – pesca artesanal, pesca industrial, aqüicultura de água doce, maricultura e tecnologia do pescado, que receberão um certificado de excelência das mãos do Ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin.

Workshops de gastronomia serão realizados em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com chefs ensinando pratos a base de pescado.

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O evento ainda deve estimular o turismo por Santa Catarina, contando com uma agência de viagens oficial, a Trip Service, que promoverá passeios por Blumenau, Brusque, Florianópolis e no parque Beto Carreiro World.

O Museu do Mar marcará presença com o desenvolvimento de uma série de atividades, como a exibição de vídeos de pescadores artesanais e a história do homem do mar, contação de histórias e réplicas de embarcações tradicionais do Brasil dos modelistas navais Heitor Chaves e Luiz Lauro Pereira Júnior. Haverá, ainda, uma estante demonstrativa de obras raras reeditadas e títulos referentes a aventuras, patrimônio naval, diários de viagens de navegadores e esportes náuticos para venda.

A escolha por Itajaí decorre do fato da cidade ser o maior polo pesqueiro do Brasil. Todos os anos, 220 mil toneladas de pescados são produzidas na região. Isso faz com que Santa Catarina represente 80% da produção interna brasileira de pescado congelado e também tenha a maior frota pesqueira industrial e as maiores empresas do setor. Para o secretário da Pesca de Itajaí, Agnaldo Hilton dos Santos, "o evento vai atrair investidores nacionais e internacionais, haverá uma proliferação das piscinas de cultivo de peixes e geração de empregos".

 


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