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Fundos de investimento deixam o mercado agrícola e preços despencam

Fundos de investimento deixam o mercado agrícola e preços despencam – Vaivém das Commodities

A virada de trimestre fez com que os fundos de investimento saíssem em bando dos contratos agrícolas.

O resultado foram quedas acentuadas em praticamente todos os produtos negociados em Nova York e em Chicago.

A saída dos fundos se deve tanto à realização de lucro como a ajuste fiscal, segundo Fernando Muraro, da Agência Rural.

No primeiro caso, os fundos avaliam que não ocorrerão novas altas e, por isso, reduzem parte do investimento no setor agrícola para embolsar o que já lucraram com as recentes altas de preços.

No segundo caso, a virada de trimestre faz com que os fundos refaçam suas carteiras de investimento.

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Nesse acerto, podem optar por outros investimentos fora do setor agrícola.

A queda de preços foi auxiliada, ainda, pelas chuvas tanto no Brasil como na Argentina. O retorno das chuvas melhora o cenário para o plantio da safra 2010/11. Muraro acredita, no entanto, que a participação desse fator não foi fundamental para a queda de ontem.

A principal queda ontem foi a do milho. O cereal perdeu 6,05% nas negociações em relação às de quinta-feira.

A soja também fechou com forte baixa, recuando 4,5%, para US$ 10,57 por bushel (27,2 quilos).

 

Forte alta As exportações brasileiras de suco de laranja renderam US$ 221 milhões no mês passado, conforme dados da Secex. Esse valor supera em 42% o de agosto e em 122% o de igual período de 2009.

 

Pouco afetado O suco de laranja foi um dos produtos menos afetados ontem com a saída dos fundos de investimento do mercado futuro. O primeiro contrato recuou para US$ 1,56 por libra-peso (454 gramas), com queda de 0,8%. Em 12 meses, a commodity teve alta de 69%.

 

Leite As empresas brasileiras voltaram a comprar mais leite no mês passado. Os dados preliminares da Secex indicam que o país gastou US$ 22 milhões, 18% mais do que em agosto.

 

Efeito preço A forte elevação interna dos preços do algodão tornou o produto externo mais competitivo. No mês passado, as importações somaram US$ 55,5 milhões, com alta de 102% em relação às de igual período de 2009.

 

Demanda menor derruba o preço do frango em SP

 

A carne de frango, após um período contínuo de alta, começa a apresentar sinais de desaceleração. Nos últimos três dias, o quilo da ave viva recuou 5% nas granjas paulistas.

O quilo, que era de R$ 2 no início de semana, estava em R$ 1,90 ontem.

Apesar dessa queda de preço, o frango ainda acumula alta de 36% nas granjas nos últimos 12 meses.

A carne suína segue caminho inverso. A arroba já chega a ser comercializada a R$ 61 em alguns frigoríficos de São Paulo, valor que não era registrado desde dezembro de 2008.

A alta se deve à menor oferta de suínos para abate, um problema que ocorre também na pecuária.

A redução de bois prontos para o abate mantém a arroba em R$ 92 em São Paulo.

 

Com KARLA DOMINGUES

OLHO NO PREÇO COTAÇÕES

 

Mercado Interno

ARROZ

(saca de 50 kg) R$ 25,89

 

Londres

BRENT

(US$ por barril) 83,75

fonte: FOLHA DE S. PAULO – SP


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