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Milho: previsão de redução na área preocupa abramilho

A diminuição da área dedicada ao milho na safra 2010/11, estimada em 7,3 milhões de hectares, com redução de 5,2% em relação à 09/10, é razão de preocupação a muitos produtores, na avaliação da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). Segundo a entidade, somente o Rio Grande do Sul deve recuar em 20% a produção do grão. Apenas São Paulo e Minas Gerais devem manter a área – os dois estados juntos respondem por apenas 19% da produção nacional de milho.

É a menor previsão de área da história do milho, com possibilidade de apresentar a mais baixa produtividade desde a safra 2004/05. "O produtor está temeroso em relação aos preços e a fenômenos climáticos, como o La Niña", afirma o presidente da Abramilho João Carlos Werlang. Além de ser a mais baixa área, o declínio preocupa pelo fato do milho ser também a cultura mais adequada para a rotação com a soja.

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"A redução da área do milho prejudica também outras culturas", afirma. Ele aponta que no caso da soja, por exemplo, quando o milho deixa de ser plantado, os custos de produção aumentam, já que equipamentos, máquinas e mão de obra que seriam utilizados são os mesmos para as duas culturas. "A recomendação é que seja aproveitado 1/3 da área total para rotação. No caso da soja, o milho é o mais adequado e mais usado", considera.

Manter boa produtividade é importante para o setor

O presidente da Abramilho alerta que, com as estimativas de redução e baixos resultados, os produtores que decidirem plantar o milho devem estar ainda mais atentos às tecnologias para elevar a produtividade da plantação. "É importante que não haja uma grande diminuição da produção, pois isso também pode resultar, posteriormente, em desabastecimentos", salienta. "Cada safra influencia diretamente a outra", explica.

"Os produtores precisam se sentir estimulados a plantar milho", analisa Werlang, que insiste que o mais importante são incentivos para as exportações e não apenas para movimentação interna. "É preciso facilitar as vendas para outros países, mesmo que isso exija mudanças no modelo de exportação brasileiro", defende. Ele completa que é necessário repensar em políticas públicas para ajudar o setor.
fonte:Agrolink

Lucas Motta

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