Argentina: consumo médio de carne cai para 56,7 kg

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O consumo de carne bovina na Argentina no primeiro semestre desse ano foi o mais baixo da última década, como demonstra o relatório mensal da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA), que demonstra uma retração entre janeiro e julho de 16,7% com relação ao mesmo período de 2009.

 

O consumo médio entre janeiro e julho chegou a 56,7 quilos por habitante por ano e registra queda com relação ao nível mais alto da década registrado no mesmo período do ano anterior, quando foi de 68,1 quilos por pessoa por ano.

 

O motivo principal da queda foi o aumento de 60% nos preços ao consumidor registrado desde novembro do ano passado devido à queda da oferta de gado, como consequência da política agropecuária.

 

Segundo dados da CICCRA, essa queda da oferta se refletiu no nível de abates no primeiro semestre desse ano, que caiu em 22,4% com relação a 2009. Assim, foram abatidas 6,054 milhões de cabeças, 1,7 milhão a menos do que no primeiro semestre de 2009. Nesse período foi registrado o nível de atividade setorial mais alto dos últimos 21 anos.

 

Coincidentemente, também foi registrada uma menor produção de carne, cuja baixa alcançou 20,3%. Comparando-se com o primeiro semestre de 2009, entre janeiro e junho de 2010, foram produzidas 332.300 toneladas a menos. Isso afeta a estabilidade laboral de cerca de seis mil trabalhadores da indústria de carnes, com suspensões, anulação de horas extras e cobrança de subsídios por parte do Estado. O trabalho adverte que o número de trabalhadores em crise poderia chegar a dez mil.

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Segundo a CICCRA, as vendas externas se reduziram em 41,9% em volume e em 20,9% em valor. De 274.497 toneladas carcaça com osso que foram exportadas no primeiro semestre do ano passado, passou para 159.366 toneladas. Em valor, enquanto de janeiro a junho de 2009 foram exportadas mais de US$ 732,5 milhões, esse ano, as vendas chegaram a US$ 579 milhões. O relatório destaca que a queda é similar à registrada em 2006, quando o então presidente, Néstor Kirchner, decidiu proibir as exportações de carne em resposta a um aumento dos preços internos ocorrido no final de 2005 e começo de 2006. Em junho, o valor das exportações chegou a US$ 101,7 milhões e foi 27% menor que em junho de 2009.

 

Fonte:  La Opinión de Rafaela, traduzida  pelo BeefPoint.


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