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Rússia se prepara para ser grande no mercado de carnes

Na semana passada, o presidente russo Dmitry Medvedev baixou instruções a órgãos do governo para que desenvolvam um plano de estímulo à exportação de carnes. Além disso, determinou a harmonização da legislação veterinária da Rússia à união aduaneira do país com Belarus e o Cazaquistão e às organizações internacionais como Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Organização Mundial do Comércio (OMC, à qual a Rússia tenta o acesso) e Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta harmonização objetiva, também, assegurar a segurança epizoótica da Rússia.

Em sessão do Kremlin dedicada particularmente à produção animal intensiva, foram transmitidas instruções específicas recomendando especial atenção à exportação de carnes com alto valor agregado, com essa finalidade estabelecendo-se mecanismos de financiamento, medidas de apoio à exportação e, se necessário, a adoção de subsídios à exportação.

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Enquanto os órgãos envolvidos nessa questão têm até 15 de novembro para a apresentação de projeto a respeito, órgãos como o Rosselkhoznadzor – de inspeção veterinária e fitossanitária – e a Aduana russa têm a responsabilidade de entregar os projetos de harmonização da legislação veterinária e aduaneira até 1º de outubro, data a partir da qual as novas diretrizes devem ser colocadas em prática.

O governo russo demonstra grande otimismo em relação ao potencial de exportação de carnes do país. Falando no encontro, a Ministra Elena Skrinnik, da Agricultura, ressaltou as possibilidades de a Rússia tornar-se um dos grandes “players” no mercado mundial de carnes. E observou que, em relação às 10 mil toneladas anuais de carne exportadas atualmente, não será difícil chegar às 200 mil toneladas anuais de carne suína e às 400 mil toneladas anuais de carne de frango.

Ainda que as metas estabelecidas para daqui cinco ou dez anos sejam factíveis, no momento a produção animal russa está em vias de enfrentar grande desafio. É que a seca que vem castigando algumas áreas da Europa e da Ásia afeta também a sua produção de grãos.

Fonte: AviSite

Luiz Carlos

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