Porém, o que melhor justifica o fraco desempenho do mercado interno no período (preços recuaram 3,5% no trimestre, enquanto um ano antes, em plena crise da economia mundial, aumentaram 5,5%) não é o aumento de 12%, mas a redução de “apenas” 4% em relação ao quarto trimestre de 2009.
Explicando: o mais fraco trimestre do ano, para o setor, é sem dúvida o primeiro – por razões de todos já conhecidas. Mas é possível neutralizar, senão totalmente, a lentidão típica do período. De que forma? Adequando a produção ao momento, o que implica reduzir significativamente o ritmo produtivo em relação ao quarto trimestre, o melhor do ano.
Embora compulsoriamente (havia eclodido a crise econômica), foi isso que ocorreu no primeiro trimestre de 2009: uma redução de, praticamente, 15% em relação ao trimestre final de 2008. O que, por sua vez, assegurou a estabilidade de mercado durante todo o primeiro semestre do ano, encerrado com valorização em relação ao mesmo período de 2008.
Não é o que acontece neste ano: como, no primeiro trimestre, a redução em relação ao trimestre anterior foi mínima, o mercado permaneceu super abastecido, com reflexos também sobre o segundo trimestre. Não é por menos, pois, que este semestre deve ser encerrado com um preço médio quase 10% inferior ao do primeiro semestre de 2009.
