Maio apresenta prejuizos aos produtores de milho
Segundo a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Santos, mesmo com a pequena alta em relação a abril, os preços continuam muito baixos, em razão do excesso de oferta do produto no mercado. “A expectativa é de que os leilões do governo que começam nesta semana para escoar a produção ajudem a retirar o estoque armazenado para comercializar um volume maior e ajudar a conter as sucessivas quedas dos preços”, explica Rosemeire. A expectativa é de que sejam retiradas do mercado 15 milhões de toneladas de milho com os leilões. Em relação à soja, constatou-se lucro em quatro das cinco regiões pesquisadas. Em Rio Verde (GO), o produtor obteve em maio ganho de R$ 8,22/saca, diferença entre R$ 32,62 do preço comercializado e R$ 24,40 do COT. Em Campo Mourão (PR), este valor foi de R$ 7,22/saca. O preço de venda da saca no município foi de R$ 35,50, enquanto o custo total ficou em R$ 28,28/saca. Já em Sorriso, o sojicultor teve prejuízo da R$ 1,27/saca com a produção da oleaginosa. Apesar do ganho na maioria destes municípios, Rosemeire ressalta que o cenário ainda é de alerta, diante do comportamento do dólar e da evolução da safra norte-americana. “Esses fatores podem sinalizar uma possível queda de preço”, explica.
O boletim registrou, ainda, mais um mês de lucro com a produção de feijão, diante das sucessivas altas dos preços nesta cultura, fator atribuído à escassez gerada com o atraso do plantio da segunda safra, que deverá ser de 14% inferior ao ano passado. “Na época do plantio, os preços não estavam remunerativos e não estimularam o produtor. Até a próxima colheita, em julho, o cenário é de alta no preço”. Quanto ao leite, observou-se alta de 12% em relação a março no preço do litro do leite na média de cinco estados (Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná). O custo total ficou estável, mas há tendência de alta com a entressafra.
