Commodities agrícolas

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Repercussão tailandesa. Os contratos futuros do açúcar negociados em Nova York fecharam em alta na quinta-feira. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a guinada foi reflexo de especulações de que os protestos contra o governo tailandês piorem o quadro de escassez de açúcar. A Tailândia é o segundo maior exportador mundial do produto. Conforme previsão da Organização Internacional do Açúcar, a produção global de açúcar ficará atrás de demanda em 8,5 milhões de toneladas no ano fiscal que se encerra em setembro. Em Nova York, os papéis para outubro encerraram a 15,34 centavos por libra-peso, inalterados, e os para julho a 14,99, alta de 6 pontos. No mercado interno, a saca de 50 quilos ficou em R$ 40,66, com queda de 0,37%, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Maré baixista. Os movimentos financeiros derivados das turbulências financeiras provocadas pela crise europeia motivaram a retração das cotações do suco de laranja na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega naquele mercado, fechou a US$ 1,4545 por libra-peso, em baixa de 135 pontos. Todos os demais papéis também registraram quedas, num dia em que o índice Reuters/Jefferies CRB, composto por 19 commodities, caiu ao menor patamar em oito meses. No mercado de São Paulo, a laranja destinada às indústrias registrou alta de 21,38% na segunda quadrissemana de maio e a laranja para mesa caiu 23,72% no mesmo período, de acordo com pesquisa do IEA.

Aversão ao risco. O mercado futuro de algodão sofreu queda expressiva na quinta-feira em Nova York, reflexo da crise na Europa. Segundo a Dow Jones Newswires, a aversão ao risco fez os fundos venderem papéis nos mercados de commodities e de ações. O contrato com vencimento em outubro fechou em queda de 41 pontos a 77,85 centavos de dólar por libra-peso. O mercado de algodão vinha firme com a forte demanda da China, o maior importador mundial. Os preços estão quase 45% mais altos do que no mesmo período do ano passado diante da queda dos estoques mundiais e de perspectiva de recuperação da demanda. Contudo, esse cenário está sendo afetado pelas incertezas com a crise da dívida na Europa. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq ficou em 155,42 centavos de reais por libra-peso, queda de 0,59%.

Nova curva de alta? O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) – vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado -, encerrou a segunda quadrissemana de maio com alta de 2,57%, a segunda variação positiva seguida. Após algumas quadrissemanas de "folga", a valorização voltou a ser determinada pelo comportamento das cotações no grupo de 14 produtos de origem vegetal. Na média ponderada, o salto do grupo foi de 3,49%, com destaque para os saltos do feijão (34,89%) e da laranja vendida às indústrias de suco (21,38%). O item que mais caiu foi o tomate para mesa (27,34%). No grupo dos seis produtos de origem animal, houve ganho médio de 0,28%, puxado pelos leites C (5,76%) e B (5,11%).

 

Fonte: Valor Econômico

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