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Commodities agrícolas

Efeito do dólar. O cacau caiu em Nova York pela segunda vez nesta semana com os ganhos do dólar reduzindo o apelo das commodities como alternativa de investimento. Os papéis com vencimento em julho fecharam em US$ 2.890 a tonelada, desvalorização de US$ 8. Apesar do efeito do dólar, a demanda continua aquecida pelo grão. Segundo a Bloomberg, o processamento de cacau na América do Norte subiu 16% no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado. Os resultados foram baseados em informações fornecidas por empresas como Hershey Co., Inc. Mars e Nestlé SA. No mercado interno, a arroba do produto fechou em R$ 81,60, leve queda em relação aos R$ 82 do dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Influência da China. As cotações futuras do algodão terminaram a quinta-feira em alta na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerram o pregão cotados a 82,12 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 103 pontos em comparação aos negócios do dia anterior. Analistas disseram que as compras foram meramente especulativas, mas que os dados de crescimento econômico da China podem ter dado um suporte aos negócios de quinta-feira, segundo a Dow Jones Newswires. Além disso, a queda registrada na quarta-feira deixou os preços em um patamar que atraiu novos compradores. No mercado interno, a quinta-feira também foi de alta. O indicador Cepea/Esalq fechou o dia a R$ 1,6202 por libra-peso valorização de 0,03%.

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Compras técnicas. Os preços futuros da soja terminaram a quinta-feira com forte valorização na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam o dia cotados a US$ 9,930 por bushel, alta de 16 centavos de dólar em relação ao dia anterior. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que o ganho foi atribuído a um movimento de cobertura de posições vendidas, depois de superados alguns níveis de resistência. A falta de vendas mais agressivas atraiu compradores para o mercado, o que acabou dando um suporte ainda mais firme para os preços da soja na bolsa de Chicago. No mercado interno, os preços do grão na praça de Rondonópolis (MT) terminaram a quinta-feira em alta. A saca foi cotada a R$ 29,00, valorização de 1,4%, segundo o Imea.

Ajustes no mercado. Os preços futuro milho fecharam em alta pelo quarto dia consecutivo nesta semana na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho terminaram a quinta-feira cotados a US$ 3,7375 por bushel, alta de 5,25 centavos de dólar sobre o dia anterior. Analistas consideram que o mercado está criando uma base para preços do milho, porém, com o cuidado de não elevar demais as posições compradas e evitar uma grande exposição, segundo a Dow Jones Newswires. O mercado está atento ao aumento do plantio nos Estados Unidos e também ao clima no Meio-Oeste americano, que está favorecendo os trabalhos de campo na região produtora. No mercado interno, a saca de milho fechou a quinta-feira a R$ 13,79 no Paraná, queda de 0,36%, de acordo com o Deral.

 

 

Fonte: Valor Econômico

Luiz Carlos

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