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Commodities Agrícolas

Aumento da oferta. Os preços do café fecharam em baixa pelo segundo dia consecutivo na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 1,335 por libra-peso, queda de 35 pontos em relação ao dia anterior. Analistas disseram que a presença de torrefadoras no mercado interessadas em compra acabou atraindo mais vendedores, o que elevou a oferta e pressionou as cotações em Nova York, segundo a Dow Jones Newswires. Além disso, o mercado já está sentindo a pressão da grande safra brasileira, que começa a ser colhida a partir de maio e ganha maior força a partir de junho. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq terminou a quarta-feira valendo R$ 282,73 por saca, desvalorização de 0,21%.

Tendência de alta. As cotações do suco de laranja tiveram a terceira alta consecutiva na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de ontem valendo US$ 1,332 por libra-peso, alta de 50 pontos ante o dia anterior. Analistas disseram que o mercado mantém a tendência de recuperação de preços depois das quedas da semana passada. O sentimento é de que a retração foi exagerada e os investidores tentam agora corrigir os preços, segundo a Dow Jones Newswires. Entre os fundamentos, a florada da Flórida segue favorecida pelo clima, enquanto o aumento dos preços no varejo americano reduziu a demanda nos últimos meses. No Brasil, a laranja pêra in natura foi cotada a R$ 15,88 por caixa, segundo o Cepea.

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Perdas em NY. As cotações do algodão recuaram ontem na bolsa de Nova York e não conseguiram manter o patamar mais elevado alcançado nos pregões anteriores. Os contratos com vencimento em maio encerraram o dia negociados a 79,50 centavos de dólar por libra-peso, queda de 53 pontos, ao passo que os futuros para entrega em julho caíram 52 pontos, para 81,09 centavos de dólar, e dezembro perdeu 24 pontos e fechou a 75,70 centavos de dólar, conforme relato da agência Dow Jones Nwewswires. A expectativa de que o consumo global supere a oferta ainda oferece uma certa sustentação. Em Rondonópolis (MT), a arroba foi negociada, em média, por R$ 50,90, de acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Compras especulativas. Os preços do milho subiram pelo terceiro pregão consecutivo nesta semana na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam os negócios de ontem cotados a US$ 3,685 por bushel, valorização de 5,25 centavos de dólar em relação aos negócios do dia anterior. Compras especulativas e a cobertura de posições vendidas deram sustentação para o mercado, juntamente com o sentimento de retração por parte dos vendedores, segundo a Dow Jones Newswires. Além disso, o enfraquecimento do dólar no mercado internacional e o aumento dos preços do petróleo contribuiram para mais um dia de ganhos. No mercado interno, a saca de milho foi negociada ontem a R$ 13,84 no Paraná, queda de 2,05%, segundo o Deral.

 

Fonte: Valor Econômico

Luiz Carlos

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