Fatores altistas podem vir, por exemplo, se a Índia aproveitar os preços mais baixos para recompor parte de seus estoques. Ou ainda, se a produção na China, que passou por quebra nas últimas duas safras, for menor do que a sua própria demanda. Ainda, se for concretizada a intenção do governo americano de aumentar em 24% a cota de importação de açúcar, atualmente em 1,12 milhão de toneladas.
"Mas, se há uma questão importante à frente, essa questão é o clima no Brasil e na Índia. A queda atual dos preços se baseia em uma condição climática excelente nos dois países, o que redundaria em uma superprodução. No entanto, qualquer intempérie pode mudar tudo", diz.
As cotações do açúcar alcançaram o maior patamar em quase 30 anos em Nova York em 29 de janeiro. Houve papéis que superaram a barreira de 30 centavos de dólar por libra-peso, mas o contrato futuro de segunda posição, que normalmente têm maior liquidez, fechou na ocasião a 28,60 centavos, acumulando uma impressionante valorização de 224,6% em relação ao pregão de 13 de junho de 2007, piso desde então.
Em meados de março a demanda começou a arrefecer e, o mesmo movimento especulador dos fundos que elevou as cotações a níveis históricos, começou a desmanchar posições, fazendo os preços atingirem a mínima de 16,23 centavos de dólar (segunda posição), queda de 43% em relação à cotação recorde de 29 de janeiro. Desde então, notícias de retomada da demanda vem trazendo alguma recuperação que, até o pregão de ontem, já estava em 8,93% – 17,68 centavos de dólar por libra-peso, alta no dia de 45 pontos.
Fonte: Valor Econômico
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