Nos frigoríficos, a cena em que grupos de trabalhadores são treinados para uma total mudança na cultura no abate de animais vem se repetindo com maior frequência no Brasil. Técnicas antigas e cruéis, sem a preocupação com a morte sem dor, já não estão sendo aceitas por consumidores conscientes e importadores da carne. Marcas como Sadia, Perdigão e Seara aderiram ao Programa Nacional de Abate Humanitário, realizado em parceria pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA na sigla em inglês) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os próprios abatedouros reconhecem que a alta carga de estresse a caminho do matadouro faz a carne perder qualidade e cada hematoma representa uma perda equivalente a 400 gramas do alimento.