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Jbs não tem interesse na compra do independência

O presidente da JBS, Joesley Batista, afirmou que a empresa não negocia a aquisição do frigorífico Independência, que procura comprador. O plano de recuperação judicial do rival sugere a venda de ativos, ou até mesmo do controle da empresa, para recomposição do caixa.

Questionado se os ativos do Independência interessam à companhia que recentemente tornou-se a maior do mundo em proteína animal, o executivo disse que não está em negociação. "Não estamos negociando, não estamos olhando", declarou Batista. O presidente da JBS disse até mesmo que desconhecia a informação de que o plano de recuperação do Independência prevê a busca de comprador para a empresa.

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O plano de recuperação judicial do Independência foi aprovado no último dia 5, após uma redução de aproximadamente 30% no valor de sua dívida, que hoje ultrapassa pouco mais de US$ 1 bilhão, em razão da decisão dos credores financeiros quirografários de abrir mão de metade do valor de seu recebimento. Ainda assim, Batista sinalizou que o tamanho do endividamento da companhia pode ser um empecilho para o negócio. "O valor baixou bem, não é? Mas ainda assim me parece muita dívida", disse a jornalistas após participar de reunião com analistas e investidores promovida pela Apimec-SP.

Além de um eventual interesse da JBS no Independência, circula no mercado a informação de que a BRF-Brasil Foods, empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão, também teria interesse em acertar algum tipo de acordo com o frigorífico em recuperação judicial.

Em julho deste ano, o JBS-Friboi arrendou cinco unidades em Mato Grosso do frigorífico Quatro Marcos, também em recuperação judicial, mas enfrenta obstáculos para iniciar a operação. "Estou tentando colocar em funcionamento quatro plantas do Quatro Marcos desde agosto e não consigo", afirmou Batista. "Temos dificuldades com o órgão ambiental de Mato Grosso", acrescentou o presidente da JBS, que precisa de licenciamento ambiental para operar na região. A expectativa da JBS era de que o abate nessas unidades, que estavam desativadas, tivesse início em meados de setembro.

Além da demora no licenciamento ambiental, a companhia também enfrenta problemas com pecuaristas credores do Quatro Marcos. Os pecuaristas cobram posicionamento das duas empresas para o pagamento de débitos e não houve acordo até o momento. "A dívida não é nossa", argumentou Batista.

Fonte Tatiana Freitas e Alexandre Inácio, Agência Estado

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