Para onde irão os preços da soja?

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FATORES DE ALTA

Estoque extremamente baixo de soja nos EUA: Na safra 2018/19 era de 24,74 milhões de toneladas; na safra 2029/20 caiu para 14,28 milhões de toneladas e na safra 2020/21 é de apenas 3,25 milhões de toneladas;

Grande escassez mundial – Os problemas de seca no plantio e excesso de chuvas durante a colheita nas principais regiões produtoras do Brasil deverá reduzir a oferta brasileira, que já está dois meses atrasada, em relação ao normal, contribuindo para a manutenção dos preços elevados. Na Argentina o problema é a seca, que continua e deverá reduzir a oferta naquele país de 51 MT para 46 MT nesta safra. Estudos feitos e já publicados pela TF Consultoria Agroeconômica mostraram que o Brasil deveriam aumentar a área em 1,15 milhão de hectares/ano, durante os próximos 10 anos, para simplesmente igualar a oferta e a demanda de soja no mundo;

Grande demanda mundial, especialmente da China e dos países do Sudoeste da Ásia, com a recomposição do seu plantel perdido de suínos, que tem dois tempos: um a curto prazo, de mais ou menos dois anos e outro de longo prazo, para ampliação, de mais 20-30 anos.

Dólar elevado no Brasil: A cotação efetiva do Real brasileiro deveria estar ao redor de R$ 4,85, mas fechou nesta sexta-feira a R$ 5,68, ou 17,11% acima do seu leito normal, devido ao grande risco fiscal, ao viés populista do Congresso que quer a PEC Emergencial de R$ 300,00. Com isto, o Bank of América estima que o Real deverá se manter a R$ 5,30 no final do primeiro trimestre de 2021, chegando em dezembro a R$ 5,10, ainda acima da sua cotação objetiva. Para os sojicultores, isto significa manutenção dos preços elevados de soja o ano inteiro.

FATORES DE BAIXA

Margens de esmagamento momentaneamente baixas, na China – O resultado do esmagamento de soja na China deveria ser de, no mínimo, US$ 20/t e está atualmente em US$ 8/t. Com isto, algumas indústrias optaram por revender a soja do que esmagá-la e os preços do farelo explodiram no país, depois de os estoques caírem aos seus níveis mais baixos. Vide estudo da TF Consultoria abaixo;

Pressão de colheita: normalmente este é um período de preços mais baixos. Embora estejam se mantendo elevados, é possível (mas, não certo) esperar alguma pressão sobre os preços nos meses de março a maio, quando toda a colheita sul-americana estiver disponível;

Grande elevação dos fretes: A elevação dos fretes no Brasil durante a colheita da soja já é sazonal e esperada, mas situa-se, normalmente, ao redor de 20%. Neste ano de 2021, com a forte elevação dos preços dos combustíveis, ela está em 80% e, nos estados do Centro Oeste, em mais de 100%, reduzindo o preço final a ser pago ao produtor.

CONCLUSÃO

Apesar de a colheita no Brasil já ter atingido quase 50%, os preços continuam subindo, principalmente puxados pela pressa nos embarques, que estão atrasados e pela grande escassez mundial. Como os fatores altistas acima mencionados são de mais longa duração que os baixistas, a tendência é de os preços continuarem elevados, com alta lucratividade para o agricultor brasileiro.

Fonte: Equipe Mais Soja.


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