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Eficiência na gestão de fornecedores da indústria

Por Bárbara Mangiaterra

Quem nunca comprou um saco de arroz, feijão, uma pipoca? Quem nunca vestiu uma roupa de algodão ou comeu um chocolate? Quem nunca abasteceu o carro com etanol ou tomou um suco de fruta? Imagino que a maior parte das respostas tenham sido positivas para essas atividades que estão presentes no nosso dia a dia. Contudo, você já parou para pensar quem produziu o milho, a cana-de-açúcar, o arroz, o feijão, o algodão e tantos outros produtos que consumimos em nosso cotidiano? Como foi a comercialização? Ou, indo mais além, quem plantou todas essas sementes?

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Depois desses questionamentos chegamos à conclusão que para a maior parte dessas perguntas a resposta é não. Desta maneira, alerto para a importância da rastreabilidade para melhorar o controle sobre os processos, auxiliando em algumas questões importantes como o cumprimento de requisitos legais, prevenção de fraudes, lotes problemáticos e monitoramento dos envios. Ou seja, um tráfego de informações operante para que o consumidor conheça as etapas de produção. Hoje, todos são capazes de lidar com tecnologias simples e isso é muito importante, uma vez que as atividades de gestão também são dependentes da conectividade, como a emissão de notas fiscais eletrônicas e os registros de campo.

Para que exista um comprometimento cada vez maior de quem produz com as boas práticas agrícolas é fundamental uma grande exposição daquele que está no campo, ou seja, quanto mais proximidade do produtor com o consumidor, mais comprometimento com saúde, com sustentabilidade e comercialização justa irá ocorrer. Neste contexto, a rastreabilidade na agricultura ganha a devida atenção, seja através do conhecimento do manejo no campo de cada lote que entrou na indústria ou depois de industrializado chegando até a casa do consumidor.
No que diz respeito à indústria, é importante destacar cinco pontos fundamentais para ter um amplo conhecimento das informações colhidas na cadeia de fornecimento agrícola:

Suprimentos: conhecer profundamente cada produtor e o manejo que ele faz no campo;

Qualidade: definir o manejo do campo como um requisito para aceitação do produto, mitigando o risco para a segurança de alimentos;

Comercial: definir os requisitos de compra de acordo com a realidade da sua cadeia de fornecimento. Impulsionar a venda através de alinhamentos com a cadeia produtiva. Vender a segurança que se adquire é fundamental e diferencial no mercado brasileiro hoje;

Marketing: fazer com que a história de cada produtor chegue até o consumidor final;

Compliance: com o conhecimento da cadeia, definir requisitos e apoiar a cadeia no atendimento, relacionados à responsabilidade social, responsabilidade ambiental e segurança de alimentos. Isso ajuda a mitigar os riscos dos fornecedores não atenderem as legislações vigentes.

São apontamentos simples que fazem diferença para toda a cadeia e que podem ser facilitadas ainda mais por empresas que contam com a expertise de “traduzir” tudo o que vem do campo para o mercado comprador e para o consumidor.

A rastreabilidade pode ser realizada de forma eficiente, impactando positivamente e diretamente as operações logísticas, provendo assim o aumento da eficiência que consequentemente reflete no incremento da produtividade e da gestão. Já passamos da era em que o consumidor não sabia o que consumia, agora é importante aproximá-lo das escolhas e conscientizá-lo sobre o que come, veste e utiliza.

*Bárbara Mangiaterra é doutora em Biologia Celular e Tecidual pela Universidade de São Paulo (USP) e CEO da Eattae, empresa que oferece uma tecnologia simplificada de rastreamento para pequenos, médios e grandes produtores.

Sobre a Eattae
A startup Eattae é responsável por oferecer uma tecnologia simplificada que atende desde o pequeno produtor até grandes propriedades rurais para o preenchimento do caderno de campo, que facilita toda a rastreabilidade exigida pela legislação e permite maior segurança do alimento. No documento é possível inserir toda a identificação do manejo e da nutrição fitossanitário da planta até o lote do produto a ser vendido nos supermercados, feiras e sacolões de todo o país.

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André Góes

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