Demanda asiática sustenta carne suína brasileira
“Frigoríficos exportadores de carne suína continuam lucrativos”.
A demanda asiática está sustentando a atual produção de carne suína brasileira, segundo informações divulgadas pelo Rabobank. De acordo com o que complementou o portal especializado da CarneTec Brasil, este ano está similar ao que foi observado no mesmo período do ano passado.
“Frigoríficos exportadores de carne suína continuam lucrativos dada a crescente demanda asiática e a desvalorização do real brasileiro, tornando o produto mais competitivo. Já os processadores de carne suína que vendem apenas para o mercado doméstico enfrentam dificuldades por conta da redução do consumo pelo segmento de restaurantes, como resultado das medidas de isolamento social para conter o coronavírus”, comentou o site.
Em relação apenas ao estado de São Paulo o principal afetado pela pandemia até agora, o Rabobank estima que o consumo em bares e restaurantes caiu 44% entre o fim de março e a segunda semana de abril e as vendas do segmento de varejo aumentaram 19%. “Apesar do cenário negativo no mercado doméstico, o Rabobank espera que a demanda asiática e o real desvalorizado continuem a gerar oportunidades para os frigoríficos exportadores brasileiros”, completou.
“Uma planta adicional de carne suína aguarda aprovação do governo chinês, o que deve ser anunciado até o fim deste ano”, acrescentaram os analistas do Rabobank no relatório.
Nesse cenário, para os produtores de suínos, a principal preocupação é o aumento no custo de nutrição animal puxado pela alta do milho. Segundo levantamento do Rabobank, o custo de milho subiu 35% em março, quando os custos gerais com nutrição aumentaram 21%.
FONTE: AGROLINK – Leonardo Gottems.

