Abia é contra taxação sobre alimentos industrializados

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Entidade afirma que proposta ventilada pelo governo federal preocupa.

O faturamento da indústria brasileira de alimentos, somando-se as exportações e as vendas no mercado interno, alcançou R$ 699,9 bilhões em 2019, alta de 6,7% em relação ao registrado no ano anterior, apontam dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), divulgados nesta terça-feira (18), em entrevista coletiva.

Na oportunidade, o presidente executivo da entidade, João Dornellas, criticou a proposta do governo federal de criar um novo tributo, popularmente chamado de “imposto do pecado”, que incidiria sobre produtos como bebidas alcóolicas e cigarros, mas que também atingiria, por exemplo, a categoria de alimentos industrializados.

De acordo com o dirigente, a indústria vem ano a ano reduzindo o uso de ingredientes como açúcar, sódio, gordura trans na produção de alimentos, a fim de se adequar às tendências de consumo. No entanto, segundo Dornellas, qualquer proposta de política pública tem que ser ancorada em critérios científicos – o que não se encaixa em taxar alimentos – e não, somente, em uma medida de caráter arrecadatório. “Os alimentos industrializados estão erroneamente sendo demonizados. Alimento não é pecado.”

O presidente da Abia destacou, por exemplo, que a indústria alimentícia brasileira exporta para mais de 180 países, fato que comprova a segurança do alimento produzido no Brasil. Para 2020, a entidade estima que o faturamento do setor tenha potencial para crescer entre 2,5 a 3,5%.

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FONTE: DATAGRO.


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