Mercado de ovos e frangos

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Países importadores de ovos comerciais in natura em janeiro de 2019, Carne de frango: expansão prevista pela OCDE/FAO para 2027, Carne de frango: panorama mundial de 2000 para 2019.

Países importadores de ovos comerciais in natura em janeiro de 2019

Em janeiro último as vendas externas de ovos comerciais in natura alcançaram leve crescimento anual e foram direcionadas para vários países.

Em janeiro último as vendas externas de ovos comerciais in natura alcançaram leve crescimento anual e foram direcionadas para vários países. Ressalte e ressalve-se que o novo sistema de divulgação dos dados através do Comex Stat realiza um detalhamento maior das informações e, com isso, um número muito maior de países passou a fazer parte do rol de importadores do produto, mesmo com volumes pouco significativos.

Por ora, os Emirados, embora com pequena queda no índice anual, permanece como o maior importador adquirindo 82,4% do volume embarcado. Bahrein (quase 8%), Libéria (6,4%), Gâmbia (1,8%) e Ilhas Marshall (0,4%) completam o rol dos cinco maiores. Juntos responderam por quase 99% do volume embarcado. Por isso, os demais 24 países representaram pouco mais de 1% do volume total. Em janeiro do ano passado, dentro da sistemática antiga de levantamento, o SECEX/MDIC informava a comercialização do produto para apenas 3 países: Emirados, Gâmbia e Guiné Equatorial.

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Carne de frango: expansão prevista pela OCDE/FAO para 2027

Adotando como ponto de partida o volume médio produzido entre 2015 e 2017.

Adotando como ponto de partida o volume médio produzido entre 2015 e 2017 (mas sem especificar os valores registrados nesse triênio) e tomando como base os 10 países com maior potencial de expansão, estudo conjunto da OCDE/FAO estima que em 2027 essa dezena de países estará produzindo um volume adicional de carnes da ordem 34,2 milhões de toneladas.

Do adicional previsto, a maior parcela – pouco mais de 14,6 milhões de toneladas, 42,6% do total – será de carne de frango. Na sequência vem a carne suína – perto de 12 milhões de toneladas, cerca de 35% do total – e, por fim, a bovina, com 7,7 milhões de toneladas, 22,5% do total.

Três países responderão por quase dois terços do adicional de carne de frango projetado: China, EUA e Brasil. Mas o volume adicional apontado para a China não representa apenas crescimento e, sim, recuperação do que foi perdido nos últimos anos com os surtos de Influenza Aviária.

A propósito, o estudo da OCDE/FAO ressalva que a produção adicional de 4,3 milhões de toneladas prevista para a China pressupõe que o país não enfrente mais problemas com a Influenza Aviária. Se a doença persistir, a expansão pode ser bem menor.

Carne de frango: panorama mundial de 2000 para 2019

As previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em 2019 serão produzidas, mundialmente, 97,892 milhões de toneladas de carne de frango.

Nas previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em 2019 serão produzidas, mundialmente, 97,892 milhões de toneladas de carne de frango, volume que, uma vez confirmado, significará expansão de quase dois terços (64%) em relação ao que foi produzido no último ano do século passado, 2000.

Nesse período, o ranking dos cinco maiores produtores sofreu apenas uma alteração: o México, quinto produtor mundial em 2000, cede a posição para a Índia. Ou seja: permanecem os outros quatro maiores produtores – pela ordem, em 2000, EUA, China, União Europeia e Brasil – com a grande diferença, agora, de que o Brasil ultrapassou China e União Europeia, tornando-se segundo maior produtor mundial de carne de frango.

Sob esse aspecto, aliás, o Brasil será o único entre os quatro a registrar aumento de participação na produção mundial: de 10% em 2000 para 14% em 2019. A participação dos EUA recua de 27% para 20%; a da China (afetada pela Influenza Aviária), de 20% para 12%; e a da União Europeia, de 14% para 13%.

Mas quem mais influencia essas perdas são os demais países produtores. Cujo volume no período analisado aumentou mais de 135%, enquanto no grupo dos cinco maiores produtores a expansão ficou em não mais que 40%.

Em outras palavras, os cinco maiores produtores, responsáveis por 75% do volume mundial de carne de frango em 2000, agora respondem por menos de 65% do total – uma queda de participação de quase 15%.

Já os demais países produtores elevaram sua participação de (perto de) 25% para mais de 35% – um incremento próximo de 44% que significa não só maior disponibilidade para o atendimento do consumo próprio, mas também aumento de concorrência para os países exportadores. Isso, sem dúvida, ajuda a explicar os percalços dos últimos anos nas exportações de carne de frango.

FONTE: AVISITE.


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