O que esperar do agronegócio em 2017?

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O Valor Bruto da Produção dos 26 principais produtos da lavoura e da pecuária brasileira, calculado pelo MAPA, deverá se recuperar em 2017 e crescer 5,5%, atingindo R$ 552,6 bilhões. O VBP das Lavouras crescerá 7,2%, para R$ 365,0 bilhões, e o da Pecuária 2,5%, para R$ 187,5 bilhões.

Nas lavouras, registrarão queda de VBP a batata (9,1%), a cebola (45%), o tomate (12%) e o trigo (36%), todos devido a queda dos preços. Na pecuária, a bovinocultura (-2,6%), também devido a queda do preço.

A produção de grãos, segundo a CONAB, deverá atingir o recorde de 213 milhões de toneladas e todas as culturas da safra de verão registrarão aumento da produção, o que significa preços mais estáveis na mesa do consumidor.

Na pecuária, crescerá a produção e a exportação de todas as carnes e dos ovos. Na de frango, o crescimento da produção e exportação será de 3% a 3,5%; na suína, 2% a produção e 5% a exportação: na bovina, 2%; e em ovos, 2% a produção e 3% a exportação.

A produção de leite também crescerá levemente, chegando nos 35,5 bilhões de litros.

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A produção de pescados de água doce, pela primeira vez superará as 650 mil toneladas.

No complexo sucroalcooleiro, segundo a CONAB, a produção de cana-de-açúcar aumentará 4,4%, para 694,5 milhões de toneladas; a de açúcar 18,9%, para 39,8 milhões de toneladas; e a de álcool reduzirá 8,5%, para 27,9 bilhões de litros.

A produção de café será menor do que as 51,4 milhões de sacas produzidas em 2016 devido a bianualidade da cultura.

O agronegócio superará o ritmo crescimento verificado em 2016, entre 2,0% a 2,5%, e é o único setor da economia brasileira que registra crescimento continuado desde 2013. Especificamente o setor primário (lavoura, pecuária e extração vegetal), que registrou queda próxima a 6% neste ano, devido aos fatores climáticos, se recuperará em 2017 crescendo em torno de 4%.

As exportações do agronegócio, depois da queda registrada neste ano voltarão a crescer em 2017, superando novamente os U$ 90 bilhões.

As margens de ganho dos produtores, de forma geral, ficarão mais baixas do que nos últimos anos, devido as menores cotações internacionais, ao elevado custo Brasil (logística, tributação, burocracia) e as incertezas da conjuntura internacional e brasileira, esta provocada pela crise econômica, política e moral que o país atravessa.
A capacidade de resistência e de resposta do setor merece o aplauso e a admiração de todos os brasileiros e que venha 2017.

Eugênio Stefanelo

 
Apresentador do programa Negócios da Terra, professor da UFPR e doutor em economia agrícola.

fonte: Negócios da terra


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