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Cafeicultor lança Fundação Bioterra sobre solos

POR VIVIANE TAGUCHI, DE CAMPINAS (SP)

O empresario e cafeicultor Luis Norberto Pascoal, proprietário da Daterra Atividades Agricolas, de Patrocínio (MG) – vencedora do 2 Prêmio Fazenda Sustentável – apresentou, em Campinas, nesta sexta-feria (23/9), a pesquisadores e cientistas, a Fundação Bioterra. A instituição será destinada a estudos práticos sobre a microbiologia de solos e os efeitos que o uso de defensivos podem gerar nas bactérias presentes no solo.

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Segundo o empresário, a ideia surgiu logo após ele receber o Prêmio Fazenda Sustentável, iniciativa da revista Globo Rural, Rabobank e Fundação Espaço ECO, em agosto do ano passado. “Pensei em como poderia melhorar nossa sustentabilidade e percebi que não conhecíamos muito sobre a microbiologia do solo”, diz. “Em seguida, eu vi uma reportagem na Globo Rural com o pesquisador JoãoK (da Embrapa), sobre solos, e então, buscamos parceiros no Instituto Agronômico de Campinas e na Esalq/Usp.”

A Fundação Bioterra é uma área de 200 hectares (na área da Daterra, no Cerrado Mineiro), destinada a todos os pesquisadores e cientistas que queiram colocar teses sobre a microbiologia do solo em prática e contribuir com a ciência brasileira. “É um espaço para estudos, experimentos e testes”, explica. “A agricultura brasileira ainda sabe pouco sobre o que temos debaixo dos nossos pés”.

O pesquisador Fernando Andreote, da Esalq/USP, de Piracicaba (SP), é um dos parceiros da iniciativa e diz que o estudo da microbiologia é fundamental para a conservação dos solos e sua recuperação. “Hoje, temos condições de fazer em um dia o que antigamente levava-se 10 anos”, diz. “Já avançamos bastante, mas ainda não temos a solução, temos que descobrir coisas novas todos os dias.”

O agrônomo Roberto Antonio Thomaziello, do IAC, destaca a importância de se estudar a microbiologia de solos até para evitar pragas de difícil controle, como os nematóides. “Nematóides representam um problema seríssimo para a agricultura e o seu crescimento está saindo de controle, devido ao desequilíbrio dos microorganismos que vivem no solo”, explica. “Podemos resolver isso, desde que tenhamos conhecimentos mais profundos e atualizados”.

Revista Globo Rural

gustavo henrique leite mota piesanti

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