Categories: Economia

Investimento em renovação de canavial é caso à parte

POR RAPHAEL SALOMÃO, DE SÃO PAULO (SP)

O setor de açúcar e etanol tem concentrado neste final de ano a demanda de recursos do Prorenova, a linha de crédito voltada para a renovação de canaviais. Foi o que afirmou, nesta segunda-feira (28/11), Carlos Eduardo Cavalcanti chefe do departamento de biocombustíveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição que libera os recursos.

Publicidade

“As empresas estão financiando as negociações com os bancos e agentes repassadores e esses pedidos estão entrando na carteira do banco”, disse Cavalcanti, sem detalhar qual seria essa demanda de fim de ano.

Durante o Unica Forum, promovido pela União da Indústria de Cana-de-açúcar, em São Paulo (SP), Cavalcanti explicou que esse movimento é considerado normal. Segundo ele, apesar dos recursos estarem disponíveis durante todo o ano, as empresas acabam concluindo suas negociações entre novembro e dezembro, o que aumenta o fluxo de projetos nessa época.

O BNDES reservou para este ano um orçamento de R$ 1,5 bilhão para o Prorenova, linha de crédito que financia a substituição de plantas no canavial. As empresas têm até o dia 31 de dezembro para apresentar seus projetos para a instituição para terem acesso a esses recursos.

Cavalcanti reconheceu, no entanto, que investimentos na parte agrícola, como renovação de canaviais, têm sido um “caso à parte” no setor. O chefe do departamento de biocombustíveis do BNDES avaliou que as empresas têm se concentrado na redução do nível de endividamento.

“O financiamento agrícola é uma necessidade das empresas, que ano após ano precisam renovar seu canavial. A despeito do setor estar procurando um menor endividamento, o investimento agrícola é sempre necessário”, disse. Na avaliação dele, ainda é muito cedo para falar em aumento de capacidade produtiva na cadeia de açúcar e etanol.

O gerente do departamento de biocombustíveis do BNDES, Artur Yabe Milanez, acrescentou que, mesmo depois de reduzir a alavancagem, a indústria de cana deve, em um primeiro momento, avaliar oportunidades de acrescimento olhando o que já existe no mercado. Segundo ele, há empresas com ativos à venda e que podem ser adquiridos.

“Vai ter o movimento de desalavancagem, passando por aquisição de ativos. Esgotadas as possibilidades, vamos ver novos investimentos”, afirmou Milanez.

gustavo henrique leite mota piesanti

Published by
gustavo henrique leite mota piesanti

Recent Posts

Câmeras robóticas da BBC: o segredo oculto no esterco

O artigo explora como a BBC utiliza câmeras robóticas disfarçadas de esterco para filmar a…

6 horas ago

Drones de carga reduzem custos logísticos em até 60%

O artigo detalha a nova tecnologia de enxames de drones de carga apresentada pela DJI,…

6 horas ago

Variedades de abacate: os segredos que as cascas escondem

O artigo apresenta um guia completo para identificar e diferenciar as principais variedades de abacate…

6 horas ago

O segredo do motor de foguete criado por IA em 14 dias

Este artigo explora como uma inteligência artificial foi capaz de projetar um motor de foguete…

6 horas ago

Telhados vivos reduzem conta de luz e o calor em casa

Este artigo explora como os telhados vivos utilizam a tecnologia de retenção de água para…

7 horas ago

Esfera dourada: O segredo revelado do fundo do oceano

O artigo detalha a resolução do mistério da esfera dourada encontrada no fundo do mar…

7 horas ago

This website uses cookies.