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Mercado financeiro reduz projeção da inflação em 2016

Número permanece, no entanto, acima do teto da meta do governo federal, que é de IPCA de 4,5%.

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) ajustaram a projeção para a inflação – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – de 7,26% para 7,21%, este ano. Para 2017, a projeção foi alterada de 5,30% para 5,29%. As estimativas fazem parte do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo BC, com projeções para os principais indicadores econômicos.

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As estimativas para os dois anos estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, que tem que ser perseguida pelo BC. A projeção para este ano também supera o limite superior da meta: 6,5%. Em 2017, o máximo que a inflação pode chegar é 6%, de acordo com a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo CMN.

Taxa Selic

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,25% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.

Banco Central

A expectativa das instituições financeiras é que a Selic termine este ano em 13% ao ano e 2017 em 11% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, mantida nesse patamar na reunião do Copom da semana passada. Amanhã (26), o BC divulgará a ata da reunião com as explicações para a decisão.

PIB e dólar

A estimativa de instituições financeiras para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi ajustada de 3,25% para 3,27%, neste ano. Para 2017, a estimativa de crescimento segue em 1,1%.

A projeção para a cotação do dólar foi alterada de R$ 3,39 para R$ 3,34, no fim deste ano, e permanece em R$ 3,50, no fim de 2017.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL.

Carine Colim

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Carine Colim

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