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Preços do café arábica e robusta sobem

Preços arábica e do robusta sobem, segundo o indicador Cepea.

Enquanto a cotação do arábica avançou 5,35%, o conilon registrou o terceiro mês consecutivo de alta.

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O indicador de preço do Cepea/Esalq para o café arábica, do tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, teve média de R$ 484,87 a saca de 60 kg no mês passado, avanço de 5,35% em relação ao mês anterior. O dólar teve média de R$ 3,42 no mês passado, queda de 3,35% se comparado com maio.

Segundo os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), a maioria dos cafeicultores reserva os melhores grãos para o cumprimento de contratos fechados anteriormente. Segundo apurou o Cepea, um volume maior deve ser ofertado no mercado spot apenas em setembro. Iniciada em meados de maio, a colheita de café arábica da safra 2016/2017 foi interrompida na primeira quinzena de junho, por causa das chuvas, sendo retomada na metade do mês, com o clima mais firme. As atividades dessa temporada estão um pouco mais avançadas em relação à safra anterior, que atrasou por conta principalmente da maturação dos grãos sem uniformidade.

Robusta tem terceiro mês de alta

Ainda segundo o Cepea, o café robusta (conilon), tipo 6, peneira 13 acima, teve média de R$ 391,40 a saca de 60 kg em junho, 1,21% superior em relação a maio. O tipo 7/8, bica corrida, foi de R$ 381,59, alta de 1,27% na mesma comparação – ambos a retirar no Espírito Santo. Conforme os pesquisadores, os preços internos do café robusta subiram com força pelo terceiro mês consecutivo em junho, voltando a superar os R$ 390,00 por saca da 60 kg.

Apesar de a colheita estar na reta final, poucos lotes foram disponibilizados para negociação. Além disso, o rendimento esteve pouco satisfatório, limitando ainda mais a oferta da variedade. Até a última semana de junho, conforme apurou o Cepea, a colheita de café robusta da safra 2016/2017 se aproximava dos 90% no Espírito Santo, mesmo porcentual da safra anterior. Para a próxima temporada, o estado dos pés de café preocupa, por causa justamente da falta de chuva em grande volume há quase seis meses. Assim, muitos cafeicultores acabaram arrancando os pés ou abandonando as lavouras. Para agravar, segundo o Cepea, a previsão é que o volume de chuva seja baixo no segundo semestre.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO.

Carine Colim

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Carine Colim

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