tecnologia no campo
O Governo do Rio Grande do Sul está validando uma tecnologia inédita de controle biológico de carrapato aplicada via drone. Em vez de banhar o boi em veneno, pesquisadores da Seapi utilizam fungos e bactérias naturais do solo para atacar o parasita diretamente nas pastagens de Hulha Negra. A estratégia foca no ambiente, onde vive 95% da população de carrapatos, prometendo reduzir a resistência química e os custos do produtor.
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A pecuária gaúcha está prestes a dar um “xeque-mate” em um dos seus maiores vilões. Enquanto muitos produtores ainda vivem o drama de aplicar carrapaticidas que parecem fazer cócegas nos parasitas, o Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura (Seapi), decidiu mudar o alvo. A nova aposta é o controle biológico de carrapato com uma ajudinha da tecnologia aeroespacial: drones de última geração.
O Rio Grande do Sul é, infelizmente, o paraíso dos carrapatos devido ao clima e ao rebanho de raças europeias. O resultado? Um uso desenfreado de produtos químicos que, com o tempo, criou “super-carrapatos” resistentes a quase tudo.
O projeto desenvolvido pelo IPVDF (Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor) propõe algo óbvio, mas genial: atacar o problema onde ele nasce. “A maior parte dos carrapatos está na pastagem, aguardando o hospedeiro”, explica José Reck, diretor do IPVDF. O controle biológico de carrapato utiliza microrganismos que já existem na natureza para eliminar o invasor sem contaminar a carne, o leite ou o solo.
Se você já tentou pulverizar uma área enorme a pé ou com trator, sabe o trabalho que dá. O uso de drones para aplicar o controle biológico de carrapato traz três grandes vantagens:
O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, reforça que a validação técnica é o que separa uma “promessa de internet” de uma solução real para o campo. O monitoramento em Hulha Negra vai até julho de 2026, quando o inverno gaúcho ajuda a fechar o balanço dos testes.
Além de ser “ecologicamente correto”, o controle biológico de carrapato foca na viabilidade econômica. Atualmente, os pesquisadores testam dois tipos de tratamentos para entender qual entrega o melhor custo-benefício. Afinal, de nada adianta salvar o planeta se a conta da fazenda não fechar no final do mês.
A integração entre a expertise da UFRRJ e a infraestrutura da Seapi permite que o controle biológico de carrapato seja avaliado em escala real, simulando o dia a dia do produtor. É a ciência saindo do laboratório e indo direto para a bota do peão.
O médico veterinário Gabriel Fiori destaca que a resistência aos acaricidas tradicionais atingiu um nível crítico. O controle biológico de carrapato surge não apenas como uma alternativa, mas como uma necessidade para quem deseja exportar e atender mercados que exigem resíduo zero.
A estratégia faz parte de um plano maior do Agron e das entidades estaduais para promover o uso racional de medicamentos e o manejo inteligente de pastagens. Se os resultados de Hulha Negra se confirmarem, o carrapato terá que procurar outro lugar para morar — porque, nas pastagens gaúchas, o cerco está fechando.
Imagem principal: Meramente ilustrativa gerada por IA.
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