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Paraná: Negociação antecipada da safrinha de milho

Produtor do PR evita negociação antecipada da safrinha de milho. A incerteza do que será colhido no futuro deixa agricultores cautelosos.

Temendo não ter milho de qualidade suficiente para entregar aos compradores, o produtor Sebastião Antônio Polato, de Goioerê (PR) afirmou que evita negociar grande volume de milho safrinha de forma antecipada. A 45 dias antes do início da colheita, projetou o agricultor, menos de 30% da produção esperada foi vendida. “Eu fiz alguma coisa na época do plantio, a R$ 28 a saca, agora o preço está a R$ 40 a saca, mas acredito que mesmo após o início da colheita, o preço não deve cair muito deste nível”, disse.

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Mesmo com os preços em alta, Polato preferiu não vender mais lotes da produção esperada. Ele disse que os volumes já comprometidos em contratos antecipados foram feitos apenas para travar parte das contas de fertilizantes, mas espera a colheita para negociar à medida em que o cereal for retirado do campo. Polato também não tem armazém próprio.

A estratégia foi escolhida pela preocupação em não ter o volume de cereal necessário para entregar ao comprador. “Aqui no oeste do Paraná, temos alguns problemas com chuva no estágio final da maturação e na colheita e, com isso, acaba-se colhendo algum porcentual do milho ardido”, explicou. Grande parte dos compradores aceita o cereal com até 10% de ardidos e avariados. “Se você colhe lote com 11% (de ardidos), o comprador ou a cooperativa não aceita, aí precisa renegociar”.

“É diferente de Mato Grosso. Lá, o produtor colhe o que precisa para entregar ou não colhe. Aqui, temos de pensar na qualidade do grão”, comentou Polato. “Se tiver algum problema, acaba sendo mais fácil quando você só tem a conta para pagar, porque se tiver problema para entregar, vai precisar pagar a conta e quebrar o contrato”.

Segundo ele, a safra semeada tinha potencial para alcançar rendimento de 300 sacas por alqueire (aproximadamente 124 sacas por hectare), mas por causa da falta de chuva em abril, que atingiu parte das lavouras em fase de pendoamento e parte em enchimento de grãos, a produtividade deve ficar igual à registrada no ano passado, de 270 sacas por alqueire (110 sacas por hectare). “O grão não se formou direito, ficou um pedaço da espiga na ponteira sem grãos”, lamentou.

FONTE: ESTADÃO.

Carolaine

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