Indústrias: Maior crescimento é de Mato Grosso

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Mato Grosso e Pará foram os únicos estados, entre os 14 pesquisados mensalmente pelo IBGE, a fechar o mês de outubro com desempenho positivo como aponta a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nessa terça-feira (08.12) pelo Instituto. Mato Grosso, processando commodities agrícolas, apresentou o melhor resultado: crescimento de 4,6% em relação ao mesmo período de 2014, seguido do Pará, com expansão anual de 3,5%. Na mesma comparação, o país encerrou o mês com queda de 11,2%. Sustentaram a atividade industrial mato-grossense no campo positivo, o processamento da soja, da madeira, das matérias-primas para produção de adubo e a fabricação de biocombustível.

O índice positivo é o quinto consecutivo registrado por Mato Grosso no confronto anual. Com cinco das seis atividades investigadas mostrando expansão na produção. As principais contribuições positivas sobre a média global da indústria mato-grossense foram verificadas nos setores de produtos alimentícios (2,6%), de produtos de madeira (18,6%), de outros produtos químicos (53,8%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,1%), impulsionados, especialmente, pela maior fabricação de tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja e óleo de soja em bruto, no primeiro, de madeira serrada, aplainada ou polida, no segundo, de adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) e com fósforo e potássio (PK), no terceiro, e de álcool etílico, no último.

A única influência negativa sobre o total da indústria veio da atividade de produtos de minerais não-metálicos (-20,8%), pressionada, principalmente pela menor fabricação de elementos pré-fabricados para construção civil de cimento ou concreto, massa de concreto para construção, cimentos “Portland” e misturas betuminosas fabricadas com asfalto ou betumes, respectivamente.

Ainda conforme o IBGE, o indicador acumulado de janeiro a outubro de 2015 mostrou expansão de 3,4% e intensificou o ritmo de crescimento frente ao observado no primeiro semestre de 2015 (0,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao crescer 4% em outubro de 2015, mostrou ganho de dinamismo frente aos resultados de julho (2,3%), agosto (2,5%) e setembro (3,9%).

No índice acumulado para os dez meses de 2015, o setor industrial de Mato Grosso mostrou expansão de 3,4%, com três das seis atividades pesquisadas assinalando crescimento na produção. O principal impacto positivo foi registrado pelo setor de produtos alimentícios (5,1%), impulsionado, sobretudo, pela maior produção de tortas, bagaços, Farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, óleo de soja em bruto e carnes e miudezas de aves congeladas.

O presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, questionado pelo Diário, disse que não estava surpreso com a posição de líder nos Indicadores Conjunturais da Indústria do IBGE. “O Brasil, como mostram os números de hoje, e outros dados econômicos, está em crise, mas felizmente, Mato Grosso supera o fato de ter a energia e o frete mais caros do país, e apresenta uma condição diferente e manteve um crescimento médio de crescimento de 6,5 ao ano nos últimos dez anos no segmento. Acredito que vamos perder um pouco o ritmo em 2015, mas seguiremos com dados positivos em 2016. Fechamos outubro no topo do ranking nacional em crescimento e pela quinta vez seguida no ano”, exclama.

Ele avalia que considerando o crescimento acumulado em doze meses da indústria mato-grossense, em 4%, o ano possa fechar com 5% a 5,5% de expansão. “Fica inferior a 2014, mas segue em expansão. Não estamos parados e muito menos em retração. Temos uma performance diferente, estamos em franco desenvolvimento e certamente vamos assimilar de forma distinta do resto do país a atual crise política e econômica do Brasil. Nosso ritmo pode até encolher um pouco na comparação anual, mas seguirá positivo, pois somos pujantes e temos uma grande força vinda do interior, traçada pelo agronegócio”, argumenta Milan.

Fonte: Diário de Cuiabá. Autor: Marianna Peres.


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