O futuro de sua fazenda em frases provocativas

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NOTÍCIAS DO FRONT (NF2R)

A pecuária Goiana e Brasileira descrita por quem a vive e “carrega o pó da viagem”.

Aos que carregam o “pó da viagem”

Ser gestor de pecuária é uma atividade isoladora. Temos, acredito eu, um resquício do comportamento introspectivo do pastor de ovelhas, o qual, sozinho nas montanhas, contemplado a beleza, observava o seu rebanho pastejando. Aquele caboclo tinha que resolver sozinho todos os seus problemas. De certa forma, somos um pouco assim, ainda nos dias de hoje, queremos fazer tudo. Lembro-me do pato, que faz tudo (anda, nada e voa), mas não faz nada com perfeição! Talvez, pela primeira vez na história, o whatsapp tenha quebrado esta tendência…

Mas, voltando ao foco inicial… Além da tendência ao isolamento, ainda temos o fator adicional de termos múltiplas tarefas para dar atenção ao mesmo tempo: a cerca, o arame, o SISBOV, o sal mineral, o peão que tem que ser estimulado a evoluir, o CAR, o ITR, o preço da arroba, etc, etc, etc, etc… E ainda integrar, para muitos, as atividades de ILPF e de ciclo completo… A vacada tá parindo e a boiada tá no cocho… Não é fácil ausentar dos negócios para ir a um evento, muitas vezes!

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Pois bem… Vamos reproduzir aqui muitas frases inquietantes proferidas na BeefExpo, evento que ocorreu em Foz do Iguaçú-PR esta semana, onde se falou muito sobre cadeia da carne bovina com muita maturidade! Quem não foi (e perdeu uma ótima oportunidade), vai pegar aqui “só o caldo”, como diz o goiano ao pedir um suco de laranja na beira da estrada, para tirar da “guela” um pouco do pó da viagem… Prepare-se para investir um pouco de tempo na reflexão que as frases certamente lhe causarão. Tomara que lhe seja útil!

1) COMO ESTÁ O NOSSO TETO (SP/MS)?

O “marco zero” do nosso raciocínio, o indicador Esalq/BMF, partiu de R$ 147,12/@ (variando de R$ 146 a R$ 148) e subiu para R$ 148,64/@ (variando de R$ 147 a R$ 149,50). O que pudemos observar em termos de mercado físico, sinaliza que tivemos uma “altinha” de R$1/@ e com isto, o indicador fechou a quinta semana consecutiva em alta, seguindo a rota de estabilidade com (leve) viés positivo.

O físico de SP agora aponta para R$ 146 a R$ 149/@ à vista, enquanto que no MS, a “terra da guavira”, o R$ 140/@ a prazo passou a ser o preço mais comum (escala do MS está para 03/nov, em geral).

As escalas de SP obedeceram a rotina “pagou mais, comprou mais” e andaram. Restou mantido o padrão “boca de jacaré”, pois agora elas estão entre o dia 30/out (sex) e o dia 09/nov (seg). O “DIA D” avançou para o dia 04/nov, impulsionado pelo feriado de finados, o que mantém o placar das escalas em 6 dias (entre o acordo da venda e o dia do abate). Preocupa o fato de haverem indústrias com a maior parte de novembro já com bois agendados. Desta forma, o STATUS DO BEEFRADAR não sofreu alterações:

25% queda (leve) : 50% estabilidade : 25% para alta (leve).

2) E AQUI, NA TERRA DO PEQUI?

Em GO, “arredondaram a nota” e o preço de R$ 140/@ ap, com algum sobrepreço “personalitè” virou referência. A escala mantém relativa folga, estando entre o dia 30/out (sexta) e 03/nov (terça). Não tem jeito… O diferencial de base de R$ 10/@ voltou e isto está impedindo uma alta mais forte da entressafra de Goiás em 2015. O deságio das fêmeas, permanece em 5% e sem nenhuma perspectiva de mudança nesta próxima semana.

3) HORA DO QUILO: uma ação especial para a cadeia, encabeçada pelo nosso companheiro Rafael Gratão, um líder nato. Se neste NF2R você vai ser impelido a pensar o futuro de sua fazenda, o evento a seguir, abordará quem “tocará este futuro”:

4) TO BEEF OR NOT TO BEEF: toda hora falamos aqui em como comunicar corretamente o agro com a sociedade. Para isto, “a pecinha” fundamental é o profissional que domina o assunto comunicação: o jornalista. Mas o mundo do agro é longe do dia a dia deste profissional… Surge um evento para dirimir os gap´s criados por esta distância. Muito bom para a cadeia! Maiores informações no link: http://agrojor.com.br/

5) O LADO “B” DO BOI:

5.1.) RAPIDINHAS DO BOVINO BRASILEIRO

Entre a chuva, o Cunha, o dólar, a Dilma, quem caiu primeiro foi ela… A chuva! Deve engrenar daqui a uns dias, iniciando a maior safra do País, a safra de pasto. Quem venha! O “coração do sistema” vai bombar, como diz o Alaor Ávila. É só parar e escutar o capim estralando e “supitando prá riba”. Vamos ver se melhora, pois eu só estou escutando sobre postergação de início de IATF, postergação de início de plantio da safra de verão (e a safrinha de 2016???) e atraso de compra de reposição…

Seja bem-vindo, Brasil, ao time que representa 50% da produção e 75% das exportações mundiais de carne bovina, a Five Nation Beef Alliance (FNBA)! Um “baita” gol da Acrimat e da Assocon: pertencer ao grupo que reúne Canadá, México, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e agora Brasil e Paraguai. A entidade atua estrategicamente nas negociações entre países e na eliminação de barreiras comerciais meramente políticas e que não tenham cunho científico. Muito bom!!!

A BMF nos diz que teremos mais R$4/@ de alta até o final de dez/2015;

Vários elos noticiam volume de animais confinados em queda em 2015. No primeiro semestre a maioria das informações era no sentido oposto, indicando até uma alta expressiva. O NF2R, em 28/jun/15, noticiou: “há possibilidade de redução de volume de animais confinados”;

Reposição: tendência de estabilidade, mas com viés positivo à medida que se aproxima o final do ano (melhoria de suporte das pastagens e efeito de uma demanda em alta com oferta estável, cremos);

Falamos que estamos em período de quedas de margens e não de preços, na semana passada. O relatório “análise econômica semanal” do CEPEA (21/out), ratifica: “segundo cálculos do Cepea, a margem bruta de pecuaristas de engorda caiu fortemente neste ano … queda real de 56% frente à observada em 2014”.

O atacado de carne atingiu nesta semana o maior nível do ano, apesar de ter dado uma “quedinha” de quarta para frente. A alta vem de estoques enxutos e não em função da demanda, que anda sofrida. A exportação melhor de set e out, tem ajudado ainda mais neste sentido. Com isto, a indústria frigorífica segue com a sua margem bruta preservada e o boi tem o preço estabilizado no curto prazo. Já o varejo, nem tanto. Apresenta dificuldade para manter o mesmo nível de repasse de aumento ao consumidor. Este também, por sua vez, está espremendo o consumo, pois enquanto sua renda subiu 9% em um ano, o preço da carne sem osso subiu 22.3% nos últimos 12 meses. Já o boi, subiu 8.5% (dados: Scot Consultoria). Os frigoríficos rebolaram, mas tiraram a batata quente das margens apertadas do seu colo, ao que parece…

A demanda segue em queda, como dissemos acima e o motivador, como sabemos é a economia, de onde só vem notícia ruim. Escolha a pior, entre as últimas da semana: 75 bilhões de rombo orçamentário (1.2% do Pib), perspectiva de IPCA de 7% para 2016 e Pib de -3% para 2015. Árdua missão!

5.2.) REFLEXÕES PROPOSITIVAS

A seguir, um link que te remeterá a um dos melhores artigos sobre pecuária deste ano, em nossa opinião e que foi feito pelo nosso amigo André Bartocci. Após ele, estão as frases que pinçamos durante a BeefExpo 2015, das palestras que assistimos. Tudo isto é um “baita” incentivo para as suas reflexões, cremos. Boa experiência…

Link artigo André Bartocci:

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/espaco-aberto/patrimonio-burdizzos-e-canivetes-por-andre-bartocci/?utm_source=BeefPoint+-+Pecuária+do+Futuro,+Hoje&utm_campaign=7f5433b862-151023_diaria_Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_2a49ca68b6-7f5433b862-194308181

“Não há potência em produção, e exportação de carnes se não for potência em consumo” (Osler Desouzart)

“O fracasso e o sucesso são irmãos. A mãe deles não é séria, pois o fracasso não teve o pai determinado enquanto o sucesso teve vários possíveis candidatos” (Osler Desouzart)

“Metade dos entrevistados do Rally da Pecuária já fazem ou declaram que vão fazer ILPF. E isto está vindo dos agricultores” (Lygia Pimentel)

“Para as próximas décadas, o preço das carnes vai descolar do preço do milho. Vai subir mais” (Osler Desouzart)

“No UY, atualmente uma vaca prenha vale menos que uma vaca gorda” (Associação Rural do Uruguai)

“As exportações do UY para a China eram de 6% em 2012 e pularam para 20% ano passado” (Associação Rural do Uruguai)

“UY exporta 60% da sua produção de carne. ARG exp de 6 a 7%” (Rodrigo Troncoso, Associação Argentina de Feedlot)

“A preocupação agora é de queda de margem, não de preço” (Rodrigo Albuquerque)

“Do abate, 49% são de bois inteiros (e em alta), 33% de fêmeas (e em baixa) e 18% de castrados (e em baixa). Do total de inteiros, 44% são acima de 3 anos, 11% são de 5 anos. A pecuária de corte, de bois inteiros, na média Brasil, não é de ciclo curto” (Eduardo Pedroso)

“Com a alta de 70% entre 2014 e 2015, a carne está chegando mais cara ao consumidor” (Eduardo Pedroso)

“Estamos às vésperas da abertura de mercado com os EUA. Uma grande responsabilidade para a cadeia”(Eduardo Pedroso)

“Fazer carne com qualidade um dia, é fácil. O difícil é fazer com constância” (Eduardo Pedroso)

Meta para 2016: 50% farol verde / 47% amarelo / 3% vermelho (Eduardo Pedroso, apresentando programa “Sinal Verde” do MS e a sua classificação por sexo, peso, maturidade e acabamento)

“Hoje o vermelho é 8% e o verde é cerca de 26%” (Eduardo Pedroso)

“Na proposta inicial, pouco prêmio para cima e pouca penalização para não machucar, estamos começando, apenas aquecendo os pneus” (Eduardo Pedroso)

“Hoje 83% das carcaças do JBS do MS estão tipificadas, a meta para dez/2015, é ter 100%” (Eduardo Pedroso)

“O problema é quando o errado se torna normal” (Temple Grandini)

“Acabou a era do botinão e da fivela na compra de gado. Agora a conversa é outra com o produtor. Na minha vida profissional, trouxe a minha experiência de ter vendido carne no mundo, trazendo esta experiência da venda de carne para a compra do gado” (Crespo)

“Temos que conhecer o que estamos produzindo. Temos que fazer a mea culpa” (Crespo)

“Raça não garante qualidade. E também não é porque castrou que terá qualidade.

Precisamos pensar num sistema planejado e com objetivos definidos” (Gustavo Siqueira)

“Para mim, não tem que produzir nelore com marmoreio. Nelore é para produzir carne magra, que tem até prêmio na Itália nos cortes de colchão, aqui, se tiver gordura, tem problema. Temos que melhorar o básico do Nelore, aproveitando o que o Nelore tem de melhor. Temos que aproveitar a rusticidade dele, e consertar com nutrição e manejo (pH, principalmente). A vaca nelore é a fábrica de carne do Brasil. Mas, para os programas de qualidade, temos os cruzamentos com os britânicos (precocidade e maciez). E o Waguy é só para nicho. O nelore é o carro chefe, o volume. Com os cruzamentos, queremos precocidade e maciez. Cada um tem o seu caminho” (Crespo)

“Temos que saber o quê estamos produzindo e para quem estamos produzindo” (Fabiano Tito Rosa)

“O boi está num mundo próprio. Uma hora a conta vai vir, vamos ver o tamanho da conta” (Fabiano Tito Rosa)

“Hoje, 7 desempregados por min no Brasil, e vamos chegar no final do ano a 14/min. Isto afeta consumo, produto” (Fabiano Tito Rosa)

“Até o final do ano, é até bom para vender carne. Na virada do ano, vai vir uma ressaca. A saída deverá ser exportação. Aonde estamos indo mal, apesar de melhora em set/out” (Fabiano Tito Rosa)

“Quem está sendo mandado embora hoje, está entrando no dinheiro do seguro. No ano que vem, este cara estará sem dinheiro. O mercado externo vai pesar mais para equilbrar a conta” (Fabiano Tito Rosa)

“Indústria ficou ‘esquizada’: sem demanda de um lado, sem oferta de outro. E aí, ela ajustou: -10mil funcionários, paralisação de mais de 40 unidades. Isto é igual a 10mil cab de abate dia, ou 2.5 milhões cab ano, ou seja, mais que um Minerva saiu do mercado, fora a ociosidade” (Fabiano Tito Rosa)

“Cenário 2016: risco e volatilidade. Não é cenário para especular. É cenário para realizar. Pessoal da agricultura, já vendeu 30 a 40% da safra 15/16. Olha o exemplo. (Fabiano Tito Rosa)

“A China saiu de 4.6 para 4.8kg/hab/ano, ou seja, comeu um bife a mais e se tornou o principal ou o segundo principal importador de BR, Aus, EUA e UY” (Fabiano Tito Rosa)

“Aumenta o tamanho da caixa de carne, reforça a noria, o boi mudou” (Fabiano Tito Rosa)

“O Brasil exporta 20% da produção. O Minerva exporta 75%. Quando abate um boi, cada pedaço vai para um lado, cada um com uma exigência. O Minerva vende commoditie, que não é sinônimo de porcaria. É sinônimo de padrão” (Fabiano Tito Rosa)

“No BR tem 4 tipos de carne: para bife, panela, moída ou pra churrasco” (Fabiano Tito Rosa, parafraseando alguém)

“Tem mercados que NÃO querem gordura. Ela tem que ser mediana no mínimo, por questão de câmara fria. Depende do mercado” (Fabiano Tito Rosa)

“pH é o maior problema de nossa carne, pois fizemos a opção de produzir touro e não boi. Quem faz nutrição, resolve a questão de cobertura. O que pega hoje é pH, que melhora com manejo e idade mais jovem. Este é o maior desafio da cadeia hoje” (Fabiano Tito Rosa)

“Animal erado está ficando sem mercado” (Fabiano Tito Rosa)

“Não existe indústria forte com produtor fraco” (Eduardo Pedros)

“Em 2015, 1% dos produtores produzem 50% dos alimentos; 10% produzem 85% dos alimentos; Em 2030, 5% dos produtores produzirão 100% dos alimentos. Alimento não é problema. Mas teremos um monte de sem terra com terra. No futuro, teremos menos pastos, menos animais, menos produtores e mais carne” (Francisco Vila)

“Hoje 10% dos produtores fazem 85% dos alimentos. Mas se a metade destes 10% adotarem as tecnologias disponíveis, mesmo hoje, os 10% podem produzir tudo o que precisamos” (Francisco Vila)

“70% do processo sucessório é psicologia. O processo de sucessão, que não tem nada a ver com herança, tem que começar 15 anos antes do sucedido se retirar” (Francisco Vila)

“É necessário passar pela co-gestão e depois pela sucessão” (Francisco Vila)

“Um problema: o que eu vou fazer entre os 72 e os 90 anos? Não terei mais trabalho (meu filho vai me expulsar da Fazenda, pois eu já não ajudo mais lá, só crio problemas) e a TV não vai me preencher… E a minha mulher já não está acostumada a conviver comigo? Outro problema: 80% dos gastos médicos de um homem são gastos nos 2 últimos anos de vida. E 80% destes 80% são gastos nos 2 últimos meses de vida. Ninguém morre mais. Enquanto tem dinheiro, tem solução” (Francisco Vila)

“23% das fazendas na safra 14/15 tem prejuízo. E foram os anos de melhore preços (Antonio Chaker)

“6 em cada 10 fazendas ganham menos de R$ 200/há. Apenas 17% das fazendas ganham cerca de R$ 400/ha (que é, 50% do potencial). Estas, tem 4 atitudes essenciais: TER META, COMO VOU FAZER ISTO, FAZER E MEDIR.

“A meta irradia o comportamento das pessoas. Nas Fazendas que não tem meta, as pessoas trabalham para elas próprias. Apenas para ela” (Antonio Chaker)

“A minha fazenda é uma família… Um grande erro. A Fazenda tem que ser um time” (Antonio Chaker)

“Desafio: as pessoas tem que querer trabalhar com você. Você tem que atrair, para poder selecionar” (Antonio Chaker)

“O jogo tem que acontecer, e o melhor placar é a margem” (Antonio Chaker)

“Desafio: as pessoas tem que querer trabalhar com você. Você tem que atrair, para poder selecionar” (Antonio Chaker)

“De cada 20 mil fazendas que passam de Pai para filho ao ano, cerca de apenas 10% fizeram sucessão” (Francisco Vila)

“Trauma do segundo ano. No primeiro ano, implanta-se o projeto de gestão e vai tudo bem. Mas no segundo ano, geralmente há uma série de dúvidas. É normal” (Antonio Chaker)

“Numa fazenda de corte, os próximos 12 meses são PASSADO. O futuro são os próximos 4 anos depois dos primeiros 12 meses” (Antonio Chaker)

“Na pecuária, o foco da maioria está no patrimônio. Se você perguntar, a maioria está na pecuária pelo imobiliário” (Francisco Vila)

“O cérebro é o bolso. O coração é a motivação”, (Chaker, à respeito de motivação de pessoas, foco funcionários)

“Produção de 15@/haé o número das fazendas que produzem mais de R$ 400/ha. Mas tem gente produzindo 43@/ha, o que dá R$ 2.000/ha, em linhas gerais” (Chaker)

“Esqueçam alimento barato (Lygia Pimentel)

“O dinheiro do mundo não está na produção. Está na logística, distribuição e no marketing (vendas), por Antonio Chaker

“A empresa do futuro será multiespécie e glocal (forte para atender um pujante mercado interno na sua base, aliado a uma presença internacional igualmente forte – Osler Desouzart)

“Somos uma pequena família: 15 países somam mais de 70% da produção, importação, exportação e consumo (Osler Desouzart)

“A carne do Brasil vai continuar crescendo, mas 80% dos agricultores vão morer” (Osler Dezouzart)

“Participação do gasto com carne na cesta básica está perto do pico de 39%, hoje em 37% (Lygia Pimentel)

“Qualidade de carne é 25% base genética e 75% manejo” (Pedro Merola)

“O melhor remédio para a ignorância é o pó da viagem” (Rubens Catenacci, adaptado)

“A medida que o preço sobe, o consumo cai. Estamos trocando consumo por preço (Eduardo Pedroso)

“Estamos felizes como consumidores quando vamos ao supermercado comprar carne?” (Eduardo Pedroso)

“Qualidade de carne não é compatível com touros pós-puberdade (Eduardo Pedroso)

“As plantas frigoríficas do BR foram construídas para abater bois de 18@. Pesos de machos de 19 a 20@ são comuns e estão subindo” (Eduardo Pedroso)

“O aumento do peso das carcaças é um desafio industrial e comercial” (Fabiano Tito)

“Uma picanha magra é vendida a R$ 20/kg a menos. Somente isto, retira R$ 2/@ da cadeia da carne” (Eduardo Pedroso)

“Fica uma pergunta provocativa para a cadeia… A versão pecuária do ditado popular ‘faça o que eu falo, não faça o que eu faço’ é: ‘façam o que eu como, mas não como o que eu faço?” (Rodrigo Albuquerque)

Obs.: em tempo, caso tenha expressado de maneira errada algum posicionamento de alguma pessoa citada acima, basta me comunicar e me enviar a errata que a publicarei na próxima edição. Tudo o que está nos parágrafos anteriores, foram as minhas conclusões pessoais colhidas durante a BeefExpo 2015, na qualidade de ouvinte.

Muita informação, não é mesmo? Muito questionamento e frases que nos levam a refletir. Boa semana, com boas reflexões!

Rodrigo Albuquerque (@fazendaburitis) &

Ricardo Heise (@boi_invest),

Num trabalho feito a 4 mãos…

CONTATOS PARA AGENDAMENTO DE PALESTRAS: boicom20@gmail.com

Fonte: Beef Point, Por Rodrigo Albuquerque & Ricardo Heise.


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