Mercado de grãos em Chicago

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Mercado de grãos em Chicago segue macrocenário e petróleo esta semana.

USDA divulga relatório no próximo dia 11, com perspectiva de retorno dos operadores aos fundamentos do mercado.

O mercado de grãos continua seguindo o macrocenário – operando em cima principalmente das variações do petróleo esta semana – uma vez que notícias fundamentais específicas estão ausentes no momento.  Participantes aguardam o relatório de sexta-feira que vem (11/9) para voltarem à focar suas atenções nos fundamentos específicos para commodities agrícolas.

Perceba no gráfico ao lado como a correlação entre o contrato de petróleo WTI e soja tem sido fiel nos últimos dias.  A correlação de preços entre os dois contratos é historicamente alta, em torno de 70%, como ilustra o segundo gráfico.  No entanto, devemos frisar que tal correlação não é necessariamente uma correlação exata de ‘causa e consequência’ sempre.

Ou seja, não é só porque existe uma correlação histórica de 70% que preços de soja variam de acordo com variações nos preços do petróleo.  Podería-se até afirmar que a correlação é ‘espúria’ ou ‘falsa’.

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A AGR Brasil acredita que a correlação é sim fiel, mas apenas em curtos espaços de tempo, como o que vem ocorrendo na última semana.  Variações em espaços maiores de tempo de cada commodity é uma consequência de fundamentos específicos de cada, e qualquer correlação de mais longo prazo é de fato, casual.

Grandes estoques de petróleo dos EUA estão impedindo rallys mais fortes ao mesmo tempo que uma queda sazonal para a demanda chega com o fim do verão norte-americano. A AGR Brasil vê o mercado de petróleo bruto em um padrão de estabilidade abaixo dos US$ 40e rallys limitados a US$ 53-55,00.  Qualquer oscilação fora destes patamares no médio prazo, caso ocorram, devem ser temporárias.

A equipe da AGR Brasil vê o mercado de grãos ‘preso’ em patamares baixos de preços no curto, médio e potencialmente até longo prazos.  Rallys de 20-50 centavos na soja e 20-30 centavos no milho terão dificuldade de serem sustentados e devem ser vistos como oportunidades de venda.

Acreditamos em um possível moderado movimento de recuperação nas cotações de milho e soja antes do relatório da semana que vem, mas a baixa demanda para os produtos norte-americanos, entrada da colheita da 2ª maior safra da história e frágil macrocenário devem limitar esforços de altas, com preços podendo acelerar baixas à partir da segunda metade de setembro, caso resultados da colheita sejam favoráveis.

Fonte: Globo Rural. Por: PEDRO DEJNEKA.


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