MT: Soja colhida começa a ser escoada pela região Norte
Portos do Norte elevam participação nas exportações de soja de Mato Grosso.
Santos e Paranaguá ainda respondem pela maior parte dos embarques, mas números mostram perda de espaço.
A expectativa do setor de grãos de Mato Grosso, de que os portos do chamado Arco Norte ganhariam força como rota de exportação de soja e milho, dá sinais de que está se confirmando, mesmo com a necessidade de obras, especialmente no caminho que leva a esses terminais. Dados compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram um aumento da participação do norte do país no volume total de embarques de soja do estado.
É certo que Santos (SP) e Paranaguá (PR) ainda respondem pelo maior volume embarcado para o exterior. Mas nesses portos, o volume embarcado neste foi 1,5 milhão de toneladas menor que no ano passado. Ao mesmo tempo, terminais como Barcarena (PA) e São Luís (MA) somaram 947 mil toneladas aos seus volumes, aumentando as movimentações em 185% e 64%, respectivamente.
“Espera-se que a movimentação nos portos do arco norte aumente nos próximos anos, beneficiando não só os produtores de MT como a competitividade brasileira no mercado internacional”, diz o Imea, em seu boletim semanal sobra a soja.
Cálculos do Movimento Pró-Logística, ligado a entidades como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), apontam que transportar soja de Sorriso (MT) para Barcarena chega a custar 34% menos do que para Paranaguá.
Fonte: Globo Rural. Por: Raphael Salomão.

