Categories: Economia

Segundo semestre será de desafios ao setor de leite

Crise econômica atingirá setor lácteo.

O cenário será desafiador para o setor lácteo brasileiro no segundo semestre, uma vez que a demanda interna deve continuar recuando, ao mesmo tempo em que os preços internacionais dos produtos permanecerão em patamares historicamente baixos, o que prejudica a balança comercial do setor.

Publicidade

A avaliação é de Andrés Padilla, analista sênior do Rabobank, que participou do Seminário Internacional do Leite, nesta quarta-feira, (29/7), na capital gaúcha. Segundo ele, o Rabobank espera estabilidade nas vendas de leite fluido no mercado doméstico brasileiro em 2015, e uma leve alta de 2% ou 3% na comercialização de queijos.

No que se refere a produtos refrigerados e de maior valor agregado, como iogurtes, a tendência é de queda nas vendas este ano, por causa da crise econômica. “O consumidor percebe esta categoria quase como um luxo para ele. Não é tão essencial, então tende a cortar primeiro”, disse.

Diante deste cenário de demanda interna enfraquecida, ele entende que a indústria está começando a ajustar sua produção, o que persistirá no segundo semestre. Os preços internos, no entanto, ainda continuarão numa curva descendente, assim como ocorreu nos primeiros meses do ano.

“A produção ainda não reagiu tão expressivamente, não ajustou tanto, então isso vai trazer uma pressão de preços”, afirmou. Este movimento sobre os preços internos também reflete o quadro verificado no mercado internacional. Isso porque, com a baixa histórica das cotações globais, o Brasil elevou o volume de importações.

“Este ano voltou a entrar mais leite. Não é nada alarmante, é similar ao que ocorreu em 2012, 2013. Mas este leite vindo de fora aumenta a oferta interna e faz uma pressão maior sobre preços no Brasil”, explicou.

A tendência, conforme o analista do banco holandês, é de que as importações se mantenham em ritmo acelerado. Sobre as exportações, a percepção é de que dificilmente haverá alguma recuperação no curto prazo.

“Mesmo com a desvalorização do real de 52% em 12 meses, os preços do leite caíram 55% em dólar, então o Brasil perdeu um pouco de competitividade, e você tem Uruguai, Argentina, Nova Zelândia com volumes importantes que eles querem colocar no mercado internacional”, disse.

Padilla estima que os embarques brasileiros de lácteos sofrerão uma queda de entre 25% e 35% em 2015. A abertura do mercado russo pode ter algum impacto efetivo somente a partir do ano que vem. “É uma oportunidade, sim, mas por experiência, analisando outros casos, é um processo que demora até de fato aumentar os volumes (de exportação)”, falou.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO.

Equipe Agron

Published by
Equipe Agron

Recent Posts

O segredo evolutivo da oruga cabeça de serpente revelado

O artigo detalha a impressionante estratégia de sobrevivência da oruga cabeça de serpente, uma larva…

12 horas ago

Esponja vegetal na cozinha? A descoberta que viralizou

Este artigo revela que a tradicional esponja vegetal, usada para banho, é um excelente legume…

12 horas ago

Como Thomas Deininger transforma lixo descartado em arte

O artigo explora a genialidade de Thomas Deininger, artista que utiliza a técnica de anamorfose…

12 horas ago

Aparelho dentário em cachorro: o vídeo que chocou a internet

Este artigo analisa o fenômeno viral do uso de aparelhos ortodônticos em cães, discutindo a…

12 horas ago

O segredo do Seabin: o dispositivo que “engole” o lixo

O artigo detalha o funcionamento e os benefícios do Seabin, um dispositivo flutuante que utiliza…

12 horas ago

45 exoplanetas rochosos que podem abrigar vida no universo

O artigo detalha a identificação de 45 exoplanetas rochosos que são considerados os melhores candidatos…

12 horas ago

This website uses cookies.