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Cinco razões para as últimas altas em Chicago

Ligadas a fatores técnicos, cotações de grãos têm “efeito rebote”, mas quadro pode não se sustentar no médio e longo prazo.

O rebote nas cotações continua em Chicago.  Mas será que o quadro de médio a longo prazo mudou ou a força atual é apenas um fenômeno de curto prazo?  Vamos estudar os principais motivos do forte rebote de ontem e hoje em Chicago:

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1) ETANOL E BIODIESEL: O mercado de milho ontem disparou com boatos de que o Governo Americano iria anunciar os mandatos de produção para etanol ainda hoje.  O contrato de milho sobe mais de 4% nos últimos 2 dias.  A soja subiu junto, só que desta vez muito mais influenciada pelo milho e boatos sobre anúncio de mandato também para o biodiesel do que influenciada somente pelo farelo, como era o caso nas últimas 6 semanas.

2) FUNDOS E GRÁFICOS: A recuperação de ontem chamou a atenção dos fundos de especulação, principalmente após milho e soja terem encontrado suporte em pontos técnicos importantes (milho na área de $3,62 e soja na área dos $10).

3) DEMANDA: A situação da demanda ainda não está clara para o mercado.  Com o foco na produção recorde Americana no retrovisor e a safra Sul Americana ainda engatinhando, o foco do mercado continua sendo a demanda para soja e farelo aqui nos EUA.  O mercado oscila pois não tem um alvo claro de ponto de equilíbrio para as cotações, já que a demanda e os novos dados de oferta ainda são incógnitas.

4) CHINA: Na madrugada de ontem o governo Chinês anunciou a primeira redução nas taxas de juros do país desde Julho de 2012.  Isto é visto como positivo para a o potencial da economia Chinesa e possível aumento ou manutenção dos níveis atuais de demanda para commodities agrícolas, principalmente soja.

5) THANKSGIVING (Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos): Parece brincadeira mas não é – Fundos prestam a atenção em um “folclore” na bolsa de Chicago que aponta para altas um dia antes e depois do feriado de Ação de Graças nos EUA.  Tal “folclore” tem uma taxa de sucesso em torno de 70% na última década e acaba virando um certo foco em uma semana lenta de feriado nos EUA.

Apesar dos motivos acima, o mercado continua “preso” em patamares técnicos no curto prazo.  Ou seja, não se esperam novas altas ou baixas nas próximas semanas, a não ser que haja alguma surpresa sobre clima ou demanda até o final do ano.  A expectativa é de preços menores em 2015 com clima favorável para as safras Sul e Norte Americanas.

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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