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Venda de máquinas agrícolas cai 19%

Venda de máquinas agrícolas cai 19% no primeiro semestre. Segundo Fenabrave, o acumulado entre janeiro e junho fechou com 30,6 mil unidades comercializadas.

 

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Depois de um 2013 espetacular e acima da média, as vendas de máquinas agrícolas voltaram aos patamares normais e fecharam com retração significativa no primeiro semestre deste ano. Apesar dos preços das commodities – principalmente grãos – ainda estarem com valores interessantes, a busca por novos equipamentos é bem menor, o que, segundo as concessionárias especializadas, já era algo esperado.

 

De acordo com os números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o acumulado entre janeiro e junho fechou com 30,6 mil tratores e equipamentos agrícolas comercializados, uma retração de 19,87% comparado aos 38,3 mil vendidos no mesmo período do ano passado. Só como análise comparativa, as vendas de veículos leves fecharam o semestre com retração de 7,3%, segundo levantamento da entidade.

 

Mês a mês, as vendas do setor foram esfriando, com números negativos pesando no percentual. Em janeiro, por exemplo, foram vendidas apenas 3,3 mil máquinas, contra 5,2 mil de 2013, ou seja, o ano começou com retração de 37%. Agora, no último mês avaliado, foram comercializadas 5,3 mil unidades, contra 6,8 mil em junho do ano passado, um desaquecimento de 20,8%.

 

É claro que, como o ano passado foi ímpar, com ótimas vendas, era previsto que 2014 fosse mais morno, já que o produtor não adquire novas máquinas agrícolas para o campo anualmente. Porém, de acordo com o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, o cenário poderia estar um pouco melhor se no início do ano o Tesouro Nacional tivesse liberado recursos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para que fossem realizados os financiamentos para o setor. “Foram 45 dias sem financiamento, os pedidos acumularam e agora fica complicado de recuperar esse tempo perdido”, analisa ele.

 

Meneghetti lembra também que a realização da Copa do Mundo fez com que o mês de junho tivesse apenas 18 dias úteis, ou seja, “o País perdeu dias de produção e de vendas”. “Tivemos ainda o Carnaval e teremos as eleições. Realmente foi um ano complicado, mas esperamos um crescimento para o segundo semestre”. A estimativa da Fenabrave é que as vendas do setor de veículos, incluindo máquinas e equipamentos agrícolas, cresçam em média 5% em comparativo aos primeiros seis meses do ano, sendo inevitável que o setor feche 2014 no vermelho, mas pelo menos com um respiro. “Sem dúvida, será melhor que o primeiro semestre, não apenas para o nosso segmento, mas para toda a economia”, finaliza o presidente da entidade.

 

Fonte: Folha Web. Autor: Victor Lopes.

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