O volume de 1,5 milhão de toneladas do milho safrinha foi comercializado pelos agricultores de Mato Grosso do Sul antes do início da colheita, o equivalente a 20% da produção total estimada para este ciclo, que de acordo com a Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS é de 7,4 milhões de toneladas. A informação foi divulgada pelo presidente da Aprosoja/MS, Mauricio Saito, durante o lançamento oficial da colheita do milho safrinha no Estado, nesta terça-feira (1º), na Fazenda Campo Grande.
Mato Grosso do Sul destinou para o plantio do milho safrinha a mesma área praticada na safrinha anterior, 1,5 milhão de hectares, que de acordo com as estimativas da Aprosoja/MS vão gerar produtividade média de 82 sacas por hectare, menor que a do ciclo passado, quando a produtividade foi de 83 sacas por hectare. “A queda na produtividade acontece devido ao fato de os agricultores terem optado por sementes com menos tecnologias, estratégia para lidar com os preços que não estavam atrativos no período de aquisição dos insumos”, afirma o presidente da Aprosoja/MS, Mauricio Saito, referindo-se à cotação da saca de 60 quilos do milho.
De acordo com o Informativo Casa Rural, elaborado pela equipe técnica da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, entre janeiro e fevereiro, período de plantio do milho safrinha, a cotação em torno de R$ 18 a saca de 60 quilos, em determinadas praças do Estado, desestimulou o emprego de tecnologias de maior potencial produtivo. O preço máximo atingido neste ano foi registrado em abril, atingindo a média estadual de R$ 25,38 a saca.
Do volume total de milho safrinha já comercializado antecipadamente pelos agricultores sul-mato-grossenses, cerca de 200 mil toneladas sairão do campo direto para os portos brasileiros, ponto de partida das exportações.
Enquanto isso, o Estado continua escoando o milho da safra passada. Nos primeiros cinco meses de 2014, o Vietnã comprou 54 mil toneladas do milho sul-mato-grossense e ficou no topo do ranking das exportações, seguido pela Malásia, com 30,2 mil toneladas, e Japão, com 27,4 mil toneladas.
Desses embarques, a maior parte tem como canal o Porto de Santos, para onde foi destinado 112,2 mil toneladas do cereal entre janeiro e maio deste ano. O Porto de Paranaguá, principal destino da soja do Estado, recebeu o segundo maior volume de milho, o equivalente a 86,3 mil toneladas, de acordo com Ministério de Desenvolvimento e Indústria e Comércio Exterior.
*Dados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio – SIGA.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul.
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