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Qualidade da semente pode interferir na produtividade?

Curso mostra como a qualidade das sementes de soja interfere na produtividade.

 

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza de 21 a 25 de julho o IX Curso de Vigor para Semente de Soja, no Núcleo de Sementes da Embrapa Soja, em Londrina (PR). O objetivo é fornecer conhecimentos sobre as metodologias aplicadas em testes de vigor de semente para profissionais das áreas de produção, análise, extensão, ensino e pesquisa em semente.

 

De acordo com o pesquisador José de Barros França Neto, coordenador do curso, a utilização dos testes de vigor pelos laboratórios de semente possibilita um refinamento no sistema de controle de qualidade. “Isso resulta na produção de semente de qualidade mais elevada, propiciando a colocação no mercado de lotes de semente que apresentem qualidade superior, o que resultará em lavouras com plantas vigorosas e produtivas”, ressalta.

 

As aulas teóricas irão abordar a conceituação sobre o vigor em sementes e os princípios de alguns testes de vigor. Por outro lado, nas aulas práticas, serão demonstradas detalhadamente as metodologias dos principais testes de vigor: envelhecimento acelerado, frio, condutividade elétrica, comprimento de plântula, classificação do vigor de plântula, tetrazólio, deterioração controlada e germinação a baixa temperatura.

 

Atualmente cerca de 70% da produção brasileira de soja está concentrada em regiões tropicais, que apresentam condições estressantes para a produção de sementes de alta qualidade. Por isso, a importância de se utilizar sementes vigorosas para assegurar o estabelecimento de uma população adequada de plantas mesmo sob condições estressantes. “Com a utilização de técnicas especiais, as empresas de sementes têm conseguido disponibilizar no mercado sementes de elevada germinação e vigor”, explica França.

 

De acordo com o pesquisador, as plantas de alto desempenho apresentam uma taxa de crescimento maior, têm uma melhor estrutura de produção, com um sistema radicular mais profundo e produzem um maior número de vagens e de sementes, o que resulta em maiores produtividades. Pesquisas realizadas por França avaliaram três cultivares de soja semeadas no Paraná, cujas sementes tinham três níveis de vigor (alto, médio e baixo). “Na colheita, as plantas originadas de sementes de alto vigor foram 12,8% mais altas do que as de baixo vigor e a produtividade foi superior em 24,3%”, destaca o pesquisador.

 

Para França o uso de semente de elevada qualidade permite ainda o acesso aos avanços genéticos das cultivares de soja. “As sementes de alto vigor propiciam a germinação e a emergência de plântulas em campo de maneira rápida e uniforme, resultando na produção de plantas de alto desempenho, que têm um potencial produtivo mais elevado”, explica o pesquisador.

 

O curso contará com a participação de professores de renome sobre o assunto, destacando-se: Julio Marcos Filho e Silvio Moure Cicero, da USP/ESALQ, Roberval Daiton Vieira, da FCAV/UNESP-Jaboticabal, além dos pesquisadores da Embrapa Soja, Ademir Assis Henning, Francisco Carlos Krzyzanowski, Fernando Augusto Henning, Irineu Lorini e José de Barros França Neto.

 

Fonte: Embrapa Soja –  Londrina – PR.

Equipe Agron

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