Preço de transporte de grãos no MT
Chuva e péssimas condições das estradas elevam frete até 50% no MT.
Os produtores de Mato Grosso têm pagado mais caro para transportar a produção, devido às chuvas e também às péssimas condições das estradas. Israel Vendrame, de Tangará da Serra, destacou que no trecho de apenas 120 quilômetros entre a lavoura e o armazém onde seca e guarda soja, produzida em 1,1 mil hectares, o valor subiu 50% durante a colheita, passando de R$ 30 a R$ 46/tonelada. “É desanimador. A gente ganha por um lado, mas perde por outro.” Ele lembra que, sem tanta chuva no ano passado, o preço médio do frete ficou em R$ 30”.
A realidade de Israel se reflete no Estado inteiro. O consultor em logística da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, Edeon Vaz, destacou que a unidade federada tem 25 mil quilômetros de estradas estaduais, dos quais apenas 5,4 mil quilômetros pavimentados, “todas, porém, em estado deplorável”, conforme afirmou ao jornal Estado de São Paulo. Edeon ainda lembrou a existência do Fundo de Transporte e Habitação, que avaliação não ser aplicado realmente no que havia sido proposto incialmente.
“Hoje esse fundo serve para tudo, menos para transporte e habitação […]. Então, embora tenha havido investimentos do governo federal em algumas estradas federais, as estaduais, que interligam as federais, estão abandonadas.” Conforme o Agronotícias já informou, a cobrança do fundo está suspensa pela justiça, relativa ao setor de energia. Ação inicial foi apresentada pelo Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia e Gás no Estado (Sindenergia), por meio do advogado tributarista, Victor Humberto Maizman.
Fonte: Agronotícias.

